O planejamento estratégico pode ser uma ferramenta essencial para empresas que buscam sustentabilidade e crescimento em um ambiente de negócios cada vez mais complexo. Mais do que definir metas, trata-se de um processo estruturado que envolve análise de mercado, diagnóstico interno, definição de posicionamento e execução disciplinada.
Dados da Fortune Business Insights apontam que o setor de consultoria em estratégia, operações e organização deve movimentar aproximadamente US$ 243 bilhões até 2027, evidenciando a relevância crescente dessa prática.
Antônio Napole, estrategista de negócios de alto impacto e fundador da Katalisis, explica que o planejamento combina uma estratégia clara, que representa o destino da empresa, com um plano anual de execução. Ele afirma que toda empresa possui uma estratégia, mas muitas operam com uma versão tácita, não formalizada, o que dificulta ajustes e alinhamentos.
Para o executivo, uma estratégia não divulgada não pode ser considerada estratégica. "Quando ela é clara e compartilhada, a empresa ganha velocidade, foco e alinhamento. O planejamento, por sua vez, filtra ações coerentes com a estratégia e direciona os recursos corretamente, resultando em mais agilidade e decisões assertivas", avalia.
No Brasil, grandes corporações já tratam estratégia e planejamento como uma obrigação. No entanto, Napole aponta que ainda há desafios estruturais. "Existe um conflito entre a agenda do executivo e a do dono da empresa. O executivo pode priorizar ganhos pessoais, enquanto o sócio tende a centralizar decisões sem formalizar a estratégia. Isso gera lentidão e desalinhamento", afirma.
Segundo ele, os fundos de private equity são os mais rigorosos nesse aspecto, pois cobram execução, impõem governança e definem com clareza os papéis entre sócios e executivos. "Essa organização acelera resultados e garante foco", destaca.
O especialista ressalta que o processo de planejamento estratégico começa com a análise do ambiente de negócios e da cadeia econômica em que a empresa atua. A partir disso, são examinados o mercado, a concorrência, os fornecedores e os clientes, além de um diagnóstico interno de desempenho.
"Também é feita uma análise detalhada de como a organização está se posicionando em relação a outras empresas e, em seguida, é realizado um diagnóstico dos resultados gerados internamente", afirma Napole.
A atuação da consultoria no processo estratégicoNa Katalisis, o planejamento é desenvolvido em três dias de trabalho. No primeiro, é desenhada a visão de futuro da empresa. No segundo, são identificados os obstáculos e suas causas. E, no terceiro, são definidos os projetos estratégicos para superar esses desafios. "Esses projetos são distribuídos ao longo de cinco anos, com o primeiro ano alinhado à estratégia. Por fim, é escolhido um líder, geralmente o CEO, que será responsável por cobrar a execução com disciplina e regularidade", explica Napole.
Na visão do executivo, entre os principais gargalos enfrentados pelas empresas está a ausência de governança. "Sem ela, não há clareza de papéis nem disciplina de execução. Por isso, é necessário um sistema de incentivos, como bônus, participação e metas, que motive os executivos a entregar resultados", observa.
"Empresas bem-sucedidas mantêm um ritmo de execução rigoroso, enquanto as indisciplinadas deixam os projetos estratégicos de lado, engolidas pela rotina operacional. Planejar exige sair da operação e respirar estratégia", acrescenta.
A Katalisis atua na etapa final do processo, buscando garantir que o plano saia do papel. A consultoria revisa a estrutura organizacional para assegurar que as pessoas certas estejam nos lugares certos. Em seguida, ajusta o sistema de gestão e metas e desenha os incentivos para motivar os executivos.
O estrategista de negócios define essa etapa como "a última milha, que consiste em aterrissar o plano e garantir que ele seja executado com consistência".
O que esperar para o próximo anoO ano de 2026 é apontado como um marco para a execução estratégica. O início da reforma tributária, as eleições e a instabilidade geopolítica, por exemplo, devem exigir das empresas uma maior capacidade de adaptação. Neste cenário, Napole afirma que planejar e testar cenários prepara a empresa para adversidades.
"Quem faz isso reage melhor e mais rápido. No entanto, é preciso ter executivos com perfil adequado. Sem isso, a estratégia não sai do papel. O líder precisa garantir um time capaz de entregar. E isso começa com a formalização da estratégia e avaliação da equipe. Se o perfil não estiver alinhado, é necessário fazer ajustes antes de planejar", afirma.
Para líderes que desejam iniciar 2026 com um planejamento mais eficaz, o especialista recomenda começar pela formalização da estratégias, independentemente do porte da empresa.
"Mesmo as pequenas devem ter clareza sobre quem servem, qual jogo estão jogando e como funciona o mercado em que atuam. Startups, por estarem em fase de testes, têm mais dificuldade, mas quando validam sua tese, precisam planejar o crescimento. Se a empresa já tem clareza sobre seu mercado, é hora de colocar a estratégia no papel e seguir com disciplina", conclui o fundador da Katalisis.
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