Um estudo da Scanntech indica que, contrariando o varejo alimentar e seus números, o varejo de vizinhança cresceu 5,3% em faturamento no ano de 2025 — 4,1% a mais da taxa registrada pelo setor. A pesquisa, denominada "Radar Varejo de Vizinhança", indica também que o desempenho positivo ocorre mesmo com a queda de 1,5% no volume de unidades vendidas, bem como uma retração de 2,5% no fluxo de clientes.
"Analisando o estudo, identificamos que o varejo de vizinhança até registrou uma redução no fluxo de consumidores, mas houve aumento no número de itens por ticket, o que indica um comportamento de compra mais planejado", analisa Marcos Saad, sócio-fundador da MEC Malls, que faz a concepção e gestão de strip malls no Brasil.
O Carnaval também se mostrou como uma das datas mais relevantes para os strip malls e seus minimercados, com destaque para itens como bebidas não alcoólicas. Nesse sentido, a região Nordeste foi destaque, assumindo uma posição importante no ranking nacional durante o período em 2025.
"Devido à conveniência dos strip malls e sua vocação natural para serem um ponto de consumo perto de casa e de fácil acesso, os minimercados se tornaram referência para compras de última hora ou na volta para casa, inclusive em datas comemorativas", completa Saad.
Vale destacar que o Censo 2025 da Associação Brasileira de Strip Malls (ABMalls) indica que o Brasil já conta com mais de 1.505 strip malls identificados em 14 estados e 89 municípios.
"Quando começamos no varejo de vizinhança, há algumas décadas, já imaginávamos o seu potencial, mas os resultados do segmento têm nos surpreendido, além da velocidade com que os minimercados ganharam tração no país", conclui Saad, que também é presidente do Conselho da ABMalls.
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