Mudanças nas regras de remessas internacionais e a elevada carga tributária sobre produtos importados têm ampliado o debate sobre o planejamento das operações de importação de bens de consumo no Brasil, especialmente entre empresas que atuam no comércio eletrônico e em marketplaces.
Estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), realizado em parceria com o Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), aponta que a carga tributária incidente sobre produtos importados vendidos no país pode variar entre 63,75% e 118,11% do preço final, dependendo da categoria do produto e da estrutura da operação.
Esse cenário faz com que empresas que trabalham com importação precisem considerar não apenas o preço do produto no exterior, mas também tributos federais e estaduais, além de custos logísticos como frete internacional, armazenagem e despesas de desembaraço aduaneiro.
Além da tributação, fatores logísticos também influenciam diretamente o custo de importação. O relatório Logistics Performance Index (LPI) do Banco Mundial aponta que o Brasil registrou índice 3,2 em uma escala de 1 a 5, indicador utilizado para avaliar infraestrutura logística, eficiência aduaneira e capacidade de rastreamento de cargas.
Segundo especialistas do setor, a previsibilidade dos custos tornou-se um dos principais desafios para empresas que importam mercadorias destinadas à revenda. "A projeção antecipada de tributos, frete internacional e despesas operacionais permite avaliar a viabilidade econômica da operação antes da compra", afirma Marcus Roberto, especialista em operações de importação.
Nesse contexto, ferramentas digitais de simulação de custos têm sido utilizadas por empresas para estimar o impacto tributário e logístico nas operações de importação. Esses sistemas permitem calcular previamente tributos como Imposto de Importação, IPI, PIS, Cofins e ICMS, além de despesas logísticas e taxas operacionais.
Plataformas especializadas em gestão de importação, como a Use Comex, também incorporam funcionalidades voltadas à simulação de custos e organização das etapas da operação, permitindo que importadores tenham maior previsibilidade sobre o custo final do produto antes de iniciar o processo de compra internacional.
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