A blefaroplastia, ou cirurgia reparadora das pálpebras, é indicada para tratar tanto alterações estéticas quanto funcionais. O procedimento corrige condições como o excesso de pele que pode comprometer a visão, devolvendo ao olhar um aspecto rejuvenescido e, em casos mais severos, melhora do campo visual.
Dados da última pesquisa da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) indicam que a blefaroplastia é a operação mais realizada no Brasil na área de Face & Cabeça, com mais de 231 mil realizadas em 2024.
Trata-se de um procedimento com sólidas indicações clínicas, capaz de gerar benefícios estéticos e funcionais substanciais e duradouros. Avaliar cuidadosamente cada paciente e aplicar a técnica cirúrgica adequada são fatores decisivos para garantir, acima de tudo, a saúde dos olhos, com resultados naturais, satisfação e melhora significativa na qualidade de vida e autoestima.
Uma revisão publicada na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica (RBCP) e divulgada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) mostra que 73% dos estudos analisados indicaram melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes, incluindo autoestima e bem-estar emocional.
O Dr. Leonardo Pinelli, médico e oftalmologista com atuação em cirurgia plástica ocular, afirma que a avaliação de um oftalmologista antes de uma blefaroplastia é fundamental para evitar complicações e intercorrências. Um exemplo de intercorrência clínica apontado por ele é uma possível exacerbação de blefarite — inflamação das pálpebras — pré-existente.
"Isso pode evoluir para um quadro de infecção pós-operatória ou persistência de uma inflamação de difícil controle. Pessoas com olho seco, mesmo que latente, também estão suscetíveis a perceberem piora de suas queixas. Com conhecimento especializado e por meio do exame biomicroscópico, o oftalmologista também pode identificar alterações iniciais do sistema lacrimal", declara o especialista.
O oftalmologista destaca ainda que um especialista em cirurgia oculoplástica tem mais expertise em identificar nuances e condições predisponentes de frouxidão ou mal posicionamento das pálpebras inferiores.
O Dr. Leonardo Pinelli explica que, além das pálpebras, o cirurgião plástico-ocular tem atenção voltada para estruturas ou tecidos que fazem parte, direta ou indiretamente, da sustentação e funcionamento biomecânico das pálpebras, especialmente as inferiores.
"Ligamentos, musculatura acessória, como levantador da pálpebra superior e retratores das pálpebras inferiores, formação óssea, lembrando sempre das sobrancelhas e região frontal, a testa", afirma o médico.
Técnica individualizada e resultado natural
Segundo o especialista, a identificação destas estruturas e características, junto com o respeito à anatomia individual, proporciona uma técnica individualizada, em que a forma e a quantidade de pele a ser retirada não se repetem entre um paciente e outro.
De acordo com uma publicação da National Library of Medicine, a avaliação pré-cirúrgica deve ser abrangente e incluir estruturas como testa, sobrancelhas e pálpebras, com atenção especial à simetria facial e à observação de possíveis diferenças. A literatura científica destaca que a arte da blefaroplastia está em saber quanto remover, preservar e reposicionar, garantindo resultados mais naturais e duradouros.
O Dr. Leonardo Pinelli ressalta que a evolução da técnica cirúrgica se intensificou nos últimos 20 anos, com foco em mais preservação, mais cuidados com os tecidos, além da atenção em repor volume onde há necessidade e retirar onde for possível.
O conteúdo da National Library of Medicine também pontua que preservar tecidos como gordura e músculo tem ganhado espaço por contribuir para a manutenção do contorno natural da região dos olhos, e técnicas de transposição de gordura podem ser aplicadas para preencher áreas deprimidas e recuperar a aparência equilibrada das pálpebras.
"Aparelhos eletrônicos mais tecnológicos e o uso de laser na cirurgia são alguns exemplos da evolução de tecnologias empregadas, além do desenvolvimento da arte manual do cirurgião", complementa o oftalmologista.
Ainda segundo publicação da National Library of Medicine, o procedimento pode ser realizado com segurança em consultório, centro cirúrgico ou centro cirúrgico hospitalar. O cirurgião deve estar familiarizado com o procedimento de blefaroplastia e também possuir a experiência e o conhecimento necessários para lidar com quaisquer complicações pré e pós-operatórias que possam surgir.
Para saber mais, basta acessar: https://drleonardopinelli.com/
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