A Rede Mundial de Atribuição (WWA) divulgou, em 12 de maio, que, entre janeiro e abril de 2026, foram queimados cerca de 150 milhões de hectares de vegetação no mundo, equivalente a quase todo o bioma amazônico. O volume representa aumento de 50% em relação à média de 2012‑2025 e o dobro do registrado em 2024, ano considerado o mais quente da história.
Diante desses indicadores, empresas de diversos setores têm intensificado iniciativas de redução de impactos ambientais. A gráfica FuturaIM, estabelecida há 28 anos em Ferraz de Vasconcelos, na região metropolitana de São Paulo, implementa medidas voltadas à sustentabilidade em sua produção de mais de 36 mil itens gráficos personalizados.
Segundo Evandro Coelho, supervisor do setor de custos da empresa, a energia utilizada nos processos produtivos provém de fontes renováveis, especificamente solar e eólica. "Nosso tipo de energia é de fontes renováveis, tanto solar quanto eólica. Com isso, temos uma redução de emissão de CO₂. A vantagem é que a energia solar e eólica praticamente não emitem gases de efeito estufa (GEE) durante a geração, diferente de termelétricas movidas a carvão, diesel ou gás", afirma.
Evandro acrescenta que a FuturaIM consome energia da fonte incentivada I5, reconhecida pelo setor elétrico brasileiro, que agrega usinas solares, eólicas, de biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). O uso dessa matriz energética, segundo o supervisor, estimula a demanda por usinas limpas e favorece novos investimentos em parques solares e eólicos no país.
Fabrícia Braga, gerente da FuturaIM, detalha os procedimentos de gestão de resíduos. A empresa possui licença da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) e certificação CADRI (Certificado de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental), que atestam o encaminhamento adequado de resíduos sólidos, líquidos e pastosos para empresas especializadas em reprocessamento, armazenamento ou tratamento.
"Hoje temos a obrigatoriedade de dar uma destinação final para os resíduos. Não podemos descartar, por exemplo, uma lata de tinta em lixo comum, pois isso pode contaminar o solo", explica Fabrícia. Ela também informa que a empresa mantém parceria com empresa de coleta para garantir o descarte conforme normas ambientais.
Além da gestão de resíduos, a FuturaIM controla o uso de produtos químicos regulados por órgãos como a Polícia Federal e a Polícia Civil. Mensalmente, são enviadas notas fiscais de matéria‑prima e componentes químicos, assegurando que substâncias como álcool isopropílico sejam empregadas exclusivamente na produção gráfica e não sejam descartadas de forma indevida.
A reciclagem de aparas de papel branco e colorido também faz parte da política ambiental da gráfica. Os retalhos provenientes de refiles de cartões de visita, panfletos e outros materiais são fornecidos à empresa especializada, que os incorpora a cadeias produtivas de outras indústrias.
Essas ações refletem o comprometimento da FuturaIM com a redução de emissões de gases de efeito estufa, o cumprimento de normas ambientais e a promoção de práticas circulares na indústria gráfica brasileira.
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