O Brasil vem se consolidando como um dos mercados mais dinâmicos do foodservice global, impulsionado especialmente pela expansão acelerada do segmento de QSR (Quick Service Restaurants – restaurantes de serviço rápido). Segundo dados inéditos da Deloitte, o setor movimentou €84,8 bilhões em 2025 e, embora tenha registrado uma retração de 3,4% no período, o avanço expressivo de 22,6% no modelo de restaurantes de serviço rápido reforça a transformação estrutural do mercado e aponta para um ciclo de crescimento até 2030. Os dados foram divulgados antecipadamente e com exclusividade pela TUTTOFOOD, plataforma de negócios do setor de alimentos do Sul da Europa.
Ainda de acordo com o levantamento, o crescimento global do foodservice atingiu 2,2% em 2025 na comparação com 2024, alcançando aproximadamente €2,98 trilhões. O desempenho foi impulsionado principalmente pela Europa (6,0%) e pela Ásia-Pacífico (3,2%), sinalizando a transição do setor para um ambiente mais estável após o período de recuperação pós-pandemia.
Globalmente, além do avanço dos QSR, o street food também aparece como um dos formatos com crescimento mais acelerado, com destaque para América do Norte e Ásia-Pacífico, refletindo a busca por conveniência, acessibilidade e experiências mais informais de consumo.
Quando avaliado o comportamento dos consumidores no mundo, a pesquisa mostra que as preferências estão evoluindo rapidamente. Embalagens premium surgem como fator-chave para o crescimento do delivery, com 90% dos clientes dispostos a pedir uma maior variedade de pratos quando esse tipo de solução está disponível e 53% propensos a pagar mais por isso. Ao mesmo tempo, o custo-benefício se torna cada vez mais central, enquanto aproximadamente 80% dos consumidores exigem maior digitalização ao longo da jornada, embora isso ainda não esteja plenamente otimizado em todos os mercados.
Do lado da oferta, o crescimento do consumo fora do ponto de venda está impulsionando a reformulação dos formatos, com 41% dos operadores planejando ampliar espaços dedicados a delivery e retirada, e 34% dos QSR focados em unidades exclusivamente voltadas para esse modelo. A automação também avança de forma significativa: 74% dos operadores adotam tecnologias para aumentar a produtividade. Embora apenas 28% relatem ganhos diretos de rentabilidade até o momento, o movimento mostra um potencial relevante de eficiência e inovação nos próximos anos.
"O foodservice está entrando em uma nova fase moldada por modelos de consumo em evolução e pela complexidade das cadeias de suprimento", afirmou Antonio Cellie, CEO da Fiere di Parma, promotora e organizadora da TUTTOFOOD. "Nesse contexto, a TUTTOFOOD ajuda a transformar insights de mercado em oportunidades concretas ao conectar fornecedores internacionais com mais de 4.000 compradores estratégicos, apoiados por um Programa de Compradores organizado em cooperação com a ITA – Italian Trade Agency", completou.
"Nos últimos anos, o crescimento do foodservice foi moldado por duas dinâmicas principais: a expansão de formatos, com os QSR desempenhando um papel central, e o aumento da penetração de operadores de rede, que têm se mostrado particularmente eficazes ao combinar serviço, qualidade e experiência do cliente", destacou Tommaso Nastasi, sócio da Deloitte e líder de Value Creation Services. "Como resultado, o canal está se tornando progressivamente mais atrativo para toda a cadeia de valor", acrescentou.
Essa mudança marca uma transição para um "novo normal", no qual eficiência operacional, inovação de formatos e integração da cadeia de suprimentos se tornam os principais motores competitivos do setor.
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