Uma ação do Grupamento de Proteção Ambiental (GPA), da Guarda Civil Municipal (GCM) de Suzano, flagrou desmatamento ilegal e queima de vegetação em uma área de preservação permanente na Vila Barros. A ocorrência foi registrada na tarde de quinta-feira (19/03), na estrada do Yamane, durante patrulhamento preventivo da equipe ambiental.
No local, os agentes encontraram dois homens ateando fogo em bambus que já haviam sido cortados com motosserra. Após a abordagem, os guardas iniciaram a fiscalização dos equipamentos usados na ação. Um dos averiguados afirmou que prestava serviço de limpeza no terreno e disse ter sido contratado para executar a atividade. Segundo ele, apenas uma das motosserras estava funcionando, enquanto a outra apresentava defeito.
Durante a vistoria, a equipe solicitou a Licença de Porte e Uso (LPU) das motosserras, documento exigido pela legislação ambiental, mas constatou que o responsável não possuía a autorização obrigatória. No veículo utilizado pelos envolvidos, os agentes também localizaram uma espingarda de pressão sem comprovação de regularidade.
Ferramenta de georreferenciamento confirmou área protegida
A situação ganhou maior gravidade após a conferência do terreno por meio do aplicativo QField, ferramenta usada no georreferenciamento das áreas fiscalizadas. A checagem apontou que parte do espaço atingido está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), o que reforçou a caracterização de crime ambiental.
Os agentes também identificaram grande quantidade de resíduos sólidos descartados de forma irregular no imóvel. De acordo com a ocorrência, os materiais seriam remanescentes de uma edificação que existia anteriormente no terreno, ampliando o quadro de degradação ambiental na área vistoriada.
Secretaria de Meio Ambiente conduzirá medidas administrativas
Diante dos fatos, a equipe acionou o Setor de Fiscalização de Posturas, que compareceu ao endereço e realizou a apreensão administrativa dos objetos relacionados à ocorrência. Toda a área foi fotografada para subsidiar a apuração e a instrução do procedimento administrativo.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente ficará responsável pela adoção das medidas cabíveis, incluindo eventual aplicação de sanções administrativas e os encaminhamentos legais decorrentes do caso.
“A atuação do Grupamento de Proteção Ambiental demonstra o compromisso da Guarda Civil Municipal com a preservação dos nossos recursos naturais. Não vamos tolerar práticas ilegais que coloquem em risco o meio ambiente e a qualidade de vida da população”, afirmou o secretário de Segurança Cidadã de Suzano, Francisco Balbino.
Impacto ambiental e reflexo para a população
Casos como esse chamam atenção não apenas pelo dano direto à vegetação, mas também pelos reflexos práticos no cotidiano urbano, como risco de queimadas, degradação de áreas sensíveis, descarte irregular de entulho e comprometimento da qualidade ambiental. Em bairros com expansão urbana, a fiscalização em APPs tem papel estratégico para conter ocupações e intervenções clandestinas.