À medida que a Black Friday se aproxima, centros de distribuição e operadores logísticos em todo o país intensificam seus preparativos para lidar com o aumento significativo no volume de pedidos. A edição de 2024 do evento movimentou R$ 9,38 bilhões no comércio eletrônico brasileiro, crescimento de 10,7% em relação ao ano anterior, com mais de 18,2 milhões de pedidos processados.
De acordo com o diretor de novos negócios da Tecnogera, Jorge Moreno, o período exige um planejamento detalhado da infraestrutura logística e energética. "Durante eventos de grande movimentação, como a Black Friday, centros logísticos, data centers e operações automatizadas não podem correr o risco de interrupções no fornecimento elétrico. Por isso, há um aumento na procura por equipamentos de alta capacidade, com arranque automático, que garantem a continuidade das operações mesmo diante de instabilidades na rede", explica.
O executivo destaca que a preparação começa meses antes do evento. "As empresas ampliam a capacidade de armazenamento, contratam mão de obra temporária e integram sistemas de gestão para monitorar estoques e pedidos em tempo real. Da mesma forma, reforçam o planejamento energético para assegurar a operação contínua durante todo o período de alta demanda", afirma Moreno.
Com a expectativa de manutenção do crescimento do comércio eletrônico, a Black Friday de 2025 deve trazer novos desafios para o setor logístico. Segundo o diretor, a adoção de soluções energéticas de apoio e estratégias de gestão eficientes será fundamental para garantir o cumprimento de prazos e a satisfação dos consumidores.
Negócios Risco climático acelera agenda empresarial
Negócios Impactos ambientais podem reduzir PIB global em até 4%
Negócios NR-1 impõe gestão de riscos psicossociais ao RH
Negócios Moda projeta R$ 63 bi em vendas no outono/inverno 2026
Negócios Solidariedade transforma cenário social das cooperativas
Negócios CEO da MAM alerta: erro patrimonial pode custar milhões