A ascensão da Inteligência Artificial (IA) generativa tem alterado profundamente a dinâmica dos ataques cibernéticos em grandes eventos internacionais. Se antes a segurança digital atuava de forma reativa, respondendo apenas após a detecção de um comportamento malicioso, hoje empresas especializadas em infraestrutura de eventos migraram para modelos preditivos. Sistemas alimentados por IA são capazes de identificar padrões suspeitos antes mesmo de uma invasão acontecer, antecipando riscos em ambientes com milhares de dispositivos conectados. Um estudo desenvolvido pelo Capgemini Research Institute aponta que 97% das organizações sofreram incidentes relacionados à IA generativa no último ano, com perdas superiores a US$ 50 milhões em metade dos casos.
Segundo informações publicadas no portal TI Inside, até o final de 2030 o número de vulnerabilidades documentadas poderá ultrapassar 1 milhão por ano, levando as empresas a destinarem pelo menos 50% dos investimentos em softwares de segurança preventiva até essa data. De acordo com o advogado e professor José de Souza Junio, especialista em cibersegurança e diretor jurídico do Grupo RG Eventos, a grande inovação para 2026 é a mudança da postura reativa para a preditiva: "O hacker usa a IA para encontrar a falha; nós usamos a nossa para fechar essa falha no exato momento em que ela é sondada. É um jogo de xadrez em alta velocidade".
O advogado e professor José de Souza Junio ressalta que, em um evento internacional com 50 mil dispositivos conectados, por exemplo, monitorar cada bit de dado se torna algo quase impossível para uma equipe humana. "A vantagem no uso da IA é que ela faz essa triagem pesada, permitindo que os especialistas foquem nas decisões estratégicas", afirma.
A espinha dorsal dessa defesa é a integração entre o Network Operations Center (NOC) e o Security Operations Center (SOC). No modelo operado pelo Grupo RG, a inteligência artificial atua na correlação de eventos: quando uma atividade incomum acontece, o sistema emite um alerta e a IA cruza as informações, isolando a estrutura preventivamente. "Se um malware tenta se espalhar pela rede de um congresso médico, a IA identifica o movimento lateral em microssegundos e 'corta' o acesso desse dispositivo sem interromper o resto do evento. O público e os organizadores nem chegam a saber que houve uma tentativa de ataque", explica Junior.
Novas ameaças preocupam empresas
Com o aumento no uso de ferramentas de IA em ataques cibernéticos, organizações estão implementando camadas de verificação criptográfica e análise biométrica comportamental para tentar evitar fraudes envolvendo clonagem de voz em comunicações de streaming. "Isso garante que, se um atacante tentar injetar um áudio manipulado em uma mesa-redonda internacional, o sistema identifica a discrepância na assinatura digital e bloqueia a transmissão instantaneamente", exemplifica o especialista.
Um estudo da Sumsub, divulgado pelo Canal Tech, indica que as fraudes com deepfake cresceram 126% no Brasil nos últimos dois anos, tornando o país responsável por quase 39% dos ataques desse tipo na América Latina. Em outros países, como Guatemala, México, Panamá e Suriname, os deepfakes cresceram entre 400% e 500%, aponta o relatório. "A tecnologia de ataque se democratizou; qualquer grupo com recursos básicos pode usar ferramentas de IA maliciosa. A nossa missão é garantir que a nossa muralha seja mais inteligente que o aríete do invasor", afirma o advogado José de Souza Junior.
Mercado em expansão
Um levantamento da Business Research Insights estima que o mercado global de IA generativa atinja US$ 27,3 bilhões em 2026, podendo alcançar US$ 215,9 bilhões até 2035. Esse avanço reforça a tendência de que soluções baseadas em IA se tornem padrão na proteção de dados e redes em eventos internacionais. Apesar da supremacia dos algoritmos, o especialista reforça que a IA não substitui o especialista, mas o empodera. "A IA nos dá o tempo que o hacker tenta roubar. Com esse tempo, uma equipe de inteligência pode tomar decisões soberanas e garantir que a reputação do evento permaneça intacta. Ter autoridade em cibersegurança é saber orquestrar essa sinfonia entre máquinas e humanos", reitera. "O sucesso de um evento acontece quando a tecnologia brilha, as pessoas se conectam e os ataques, por mais sofisticados que sejam, permanecem como tentativas frustradas nos logs da nossa IA", conclui José de Souza Junior.
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