A Reforma Tributária já saiu do papel, mas a implementação avança de forma diferente no Brasil. É o que revela o capítulo do Panorama do Contas a Pagar, estudo conduzido pela Qive, que analisou mais de 104,4 milhões de notas emitidas no primeiro trimestre deste ano. Enquanto o setor de mercadorias chega a 78,5% de adequação à CBS e IBS, o de serviços fica em 16,3%. Para auxiliar as empresas a enfrentarem as mudanças previstas com a reforma tributária, a empresa desenvolveu uma ferramenta que usa inteligência artificial (IA) para analisar os 544 artigos da Lei Complementar 214/2025 e apontar os trechos mais relevantes de acordo com o setor econômico da empresa.
O relatório é gratuito e gerado em minutos. Para a análise, ele leva em conta o setor e a realidade operacional da companhia com base nas mais de 1.300 CNAEs, a Classificação Nacional de Atividades Econômicas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Depois disso, organiza os artigos da Lei da Reforma Tributária por nível de impacto, ajudando profissionais fiscais, financeiros e de tecnologia a interpretá-la de forma mais direcionada.
"A ferramenta foi criada para ser um atalho diante da complexidade normativa da Reforma Tributária, mantendo a clareza na interpretação da lei. Em vez de exigir que um profissional fiscal ou financeiro navegue por todo o conteúdo da legislação, a solução entrega uma triagem inteligente e segura, apontando como as empresas devem se preparar, onde concentrar seus esforços e quais dispositivos legais efetivamente impactam seus processos e resultados financeiros", explica Ivan Mello, gerente de controladoria na Qive.
As mudanças previstas na Reforma Tributária exigirão adaptações por parte das empresas, envolvendo investimentos em tecnologia e sistemas fiscais, além de treinamento de analistas fiscais, contábeis e tributários para garantir o cumprimento das novas regras.
Do Fiscal para o Financeiro: o alerta sobre o Split Payment
O Panorama do Contas a Pagar traz um alerta importante: os altos índices atuais de regularização são, em grande parte, estruturais, mas não significam necessariamente um acerto. "O cenário reflete o preenchimento dos novos campos para evitar a rejeição da nota pelo Fisco, mas isso não significa uma exatidão tributária nas escolhas", destaca Guilherme Martins, gerente de produto da Qive.
Além do preenchimento das novas tags, o estudo chama atenção para um efeito mais estrutural da Reforma: a adequação deixará de ser apenas uma agenda fiscal e passará a impactar diretamente o financeiro e a gestão de fornecedores. "Não basta uma empresa estar preparada sozinha. Se um fornecedor não estiver adequado, o crédito tributário pode não ser aproveitado, e isso muda a relação comercial em toda a cadeia", afirma Martins. Nas discussões que embasaram o estudo, os especialistas destacam que grandes empresas já tendem a mapear o compliance tributário de seus fornecedores para evitar perda de crédito.
"Diante deste cenário, nossa proposta com a ferramenta é democratizar o acesso às mudanças previstas pela Reforma Tributária, permitindo que qualquer empresa consiga ter um relatório sobre o impacto da nova legislação no seu dia a dia. Assim elas poderão usar a informação para se preparar para aquilo que de fato influenciará suas operações e para tomadas de decisões estratégicas", conclui Mello.
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