O mercado digital no Brasil segue em expansão. Em 2024 e 2025, o setor registrou crescimento de aproximadamente 30% no número de ocupações diretas e indiretas geradas dentro da chamada "creator economy", segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), em parceria com a Hotmart.
Ainda de acordo com o levantamento, cerca de 42% dos produtores digitais afirmam ter no mercado digital sua principal fonte de renda, evidenciando o avanço da profissionalização no ambiente online.
Um outro levantamento feito pelo portal Mundo do Marketing mostra que, em 2025, o investimento em publicidade no mercado brasileiro teve um aumento de 10%, chegando a 28,9 bilhões de reais.
Esses cenários indicam não apenas crescimento, mas também uma transformação na forma como empresas e profissionais estruturam suas operações digitais.
Segundo o especialista André Ribeiro, que já ajudou mais de 3 mil mentorados e 400 empresas a aplicar um modelo estruturado de escala constante, esse boom digital tem gerado aumento da concorrência e, consequentemente, os custos de aquisição têm subido cada vez mais. O que leva o mercado a buscar modelos mais organizados, previsíveis e lucrativos.
"Com o aumento da concorrência no ambiente digital, especialistas do setor apontam que estratégias baseadas exclusivamente na compra de tráfego pago têm apresentado limitações para sustentar crescimento de longo prazo. Nesse contexto, a integração entre aquisição de audiência, dados e processos de conversão tem ganhado relevância como forma de melhorar indicadores de desempenho e otimizar custos de aquisição", afirma.
Ribeiro destaca que essa mudança tem impulsionado a adoção de modelos mais estruturados de aquisição, como a chamada Arquitetura de Aquisição Estruturada (AAE), que integra três pilares principais: geração de tráfego, análise de dados e engenharia de conversão.
Na prática, o modelo propõe que cada etapa da jornada do consumidor seja planejada e mensurada, permitindo maior previsibilidade nos resultados e otimização contínua das campanhas.
"A diferença está em deixar de operar de forma isolada e passar a enxergar o marketing como um sistema integrado, em que aquisição, comportamento do usuário e conversão trabalham juntos", explica Ribeiro.
Tendências no marketing digital
Além da profissionalização do setor, o avanço da tecnologia também deve impactar diretamente o crescimento do mercado nos próximos anos. Ferramentas de inteligência artificial, automação e análise de dados vêm ampliando as possibilidades de atuação no ambiente digital.
O especialista aponta que o uso dessas tecnologias tende a tornar o mercado ainda mais acessível, ao mesmo tempo em que exige maior nível de organização estratégica por parte das empresas.
Nesse cenário, modelos estruturados de aquisição ganham espaço como alternativa para lidar com o aumento da competitividade e a necessidade de previsibilidade nos resultados.
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