O desejo de empreender continua alto no Brasil. Levantamento divulgado pela Agência Sebrae aponta que a população de potenciais empreendedores chega a 47 milhões, pessoas que ainda não empreendem, mas pretendem abrir um negócio nos próximos anos.
Esse movimento ajuda a explicar por que franquias seguem atraindo atenção: além do apelo de começar com uma marca já conhecida, o modelo é frequentemente visto como uma forma mais segura de empreender por oferecer suporte, padrão e transferência de know-how.
O setor também mantém crescimento. A Associação Brasileira de Franchising (ABF) registra que, no 3º trimestre de 2025, as redes franqueadas faturaram R$ 76,607 bilhões (+9,1% na comparação anual) e, no acumulado de 12 meses, o franchising alcançou R$ 293,5 bilhões (+10,8%).
Ao mesmo tempo, a régua ficou mais dura: candidatos chegam mais informados, pesquisam reputação, comparam modelos e avaliam com atenção se a promessa da marca se confirma no dia a dia da rede. Para marcas que viraram franquia cedo demais, impulsionadas por demanda e oportunidade, o mercado atual tende a expor inconsistências com mais rapidez.
Para Amanda Nogueira, sócia e cofundadora da Zena Negócios & Franchising, a oportunidade de mercado é real, mas não substitui estrutura: "No franchising, a venda pode acelerar, mas quem sustenta a rede é o suporte, o padrão e a governança. Quando isso não está pronto, o crescimento cobra a conta em retrabalho e perda de consistência", pontua.
Evie Monteiro, sócia e cofundadora da Zena Negócios & Franchising, afirma que o ponto decisivo está em evitar a "formatação por molde": "Franquia é relacionamento, não apenas contrato. Por isso, os instrumentos jurídicos precisam refletir a operação real da franquia. COF, contrato e suporte devem traduzir o que acontece no dia a dia da rede. Quando jurídico e operação caminham desalinhados, o conflito deixa de ser exceção e passa a ser estrutural. Estruturar uma franquia exige leitura de mercado e um modelo desenhado sob medida, capaz de preservar o diferencial da marca e criar condições reais de escala", ressalta.
Nesse cenário, uma prática recomendada no mercado é separar dois movimentos objetivos: para marcas que querem franquear, construir o modelo a partir do diferencial e da capacidade real de suporte antes de acelerar a expansão; para redes já franqueadas, revisar processos, treinamento e rotina de suporte, com foco em padrão, indicadores e clareza de responsabilidades — o que tende a aumentar a previsibilidade para franqueados e para a própria franqueadora.
Sobre a Zena Negócios & Franchising
Localizada no Rio de Janeiro e com atuação nacional, a Zena Negócios & Franchising estrutura e reestrutura redes franqueadas com foco em diferenciação de mercado, desenho de modelo sob medida, suporte ao franqueado, treinamento e governança para crescimento consistente.
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