O aprimoramento contínuo do ensino de graduação é uma das prioridades da Universidade, e a Pró-Reitoria de Graduação (PRG) tem dedicado esforços para criar condições propícias para que os cursos se tornem cada vez melhores.
Foi com o objetivo de fomentar projetos voltados para o aprimoramento do ensino que a PRG criou, no ano passado, o Programa de Apoio ao Aprimoramento do Ensino de Graduação, que já investiu quase R$ 230 milhões em ações desenvolvidas pelas unidades de ensino e pesquisa voltadas à integração curricular, à incorporação de metodologias ativas e de tecnologias digitais de informação e comunicação no processo ensino-aprendizagem, à curricularização de atividades extensionistas e à internacionalização.
A primeira chamada do programa foi realizada em 2024, disponibilizando R$ 100 milhões, e uma nova chamada de projetos aconteceu neste ano, com mais R$ 130 milhões. Praticamente todas as unidades da USP tiveram projetos contemplados nas duas chamadas.
“Esse programa é o resultado de uma reflexão provocada pela Pró-Reitoria para que as unidades identificassem, com base em indicadores de desempenho dos cursos, oportunidades de aprimoramento do ensino de graduação. Assim, cada unidade pode elaborar um plano estratégico e solicitar os recursos necessários para a sua implantação. Foi uma cocriação. Entendemos que, por melhor que seja o curso, sempre há a possibilidade de melhorar”, explica o pró-reitor de Graduação, Aluisio Segurado.
Os primeiros projetos financiados pelo Programa começam a ser concluídos neste ano. A Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) reinaugurou, em junho, o Laboratório de Saúde, que foi reformado e modernizado com os recursos do Programa.
O Laboratório de Saúde possui uma casa simulada para idosos e simulação de partos domiciliares e visitas pré-natal e puerperal, dois consultórios para atendimento e coleta de exames, uma sala ampla para prática de procedimentos, sala de parto e quarto hospitalar com dois leitos para adulto e o alojamento conjunto. “No Laboratório de Saúde, temos acesso a manequins, simuladores de alta fidelidade e cenários clínicos realistas necessários para treinar habilidades de atendimento ao paciente, procedimentos clínicos, tomada de decisão e trabalho em equipe, promovendo a segurança do paciente e a excelência no cuidado por meio do aprendizado prático e seguro. É um ambiente educacional projetado para o desenvolvimento de competências práticas e técnicas de estudantes e profissionais da área da saúde”, explica a coordenadora do curso de Obstetrícia da EACH, Marlise de Oliveira Pimentel Lima.
Outro projeto que está em fase de implantação é o da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), que vai reestruturar 50 salas e auditórios, com equipamentos e mobiliário adequados para proporcionar ambientes mais versáteis e compatíveis com a aplicação de metodologias ativas, que favoreçam a integração entre teoria e prática e a interdisciplinaridade.
Uma parte desses espaços está localizada na própria escola, e outra parte, que compõe o Conjunto de Apoio Didático e Biblioteca, está localizada na Área 2 e será de uso comum para todas as unidades do campus de São Carlos. O diretor da EESC, Fernando Martini Catalano, destaca que “a nova estrutura terá um impacto significativo na interação com outras instituições, ampliando a troca de conhecimento e de experiências, possibilitando uma participação mais ativa e em tempo real de convidados nas aulas e em atividades complementares. Cada vez mais a sala de aula está extrapolando as quatro paredes, e estamos atentos a isso. Esse investimento demonstra o cuidado e o valor que a USP dá à graduação”.
De forma complementar, a EESC criou um escritório para promover a adoção de metodologias ativas de ensino nos cursos de Engenharia.

O Programa de Apoio ao Aprimoramento do Ensino de Graduação da USP é resultado de um trabalho que começou em 2022, com a definição de indicadores de desempenho dos cursos de graduação. Em abril de 2023, foi
realizada uma sessão temática do Conselho Universitário sobre a graduação para a apresentação desses indicadores.
Em seguida, em visitas às unidades, foram apresentados os relatórios individualizados. A partir daí, as escolas, institutos e faculdades tiveram a oportunidade de elaborar e encaminhar os planos de trabalho à Pró-Reitoria, com apresentação das medidas necessárias para aprimorar os cursos de graduação e solicitação de recursos para sua implementação.
O pró-reitor adjunto, Marcos Neira, explica que “o processo para a construção das propostas envolveu toda a comunidade e foi discutido nas congregações. Mais do que conseguir reformas estruturais ou aquisição de equipamentos, as Unidades se comprometeram com um programa de melhorias que inclui a revisão e a atualização dos projetos pedagógicos, a criação de novos agrupamentos de carreiras para o vestibular e a experimentação de novas formas de ensinar”.
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