De acordo com o diretor do Pronto-Socorro do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), Werlley de Almeida Januzzi, no sistema respiratório, essas variações favorecem a irritação das vias aéreas, aumentam a produção de secreções e a incidência de infecções virais. Também desencadeiam crises de rinite, sinusite, asma e doença pulmonar obstrutiva crônica.
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Podem surgir, ainda, sintomas inespecíficos, como fadiga, cefaleia, dores musculares e sensação de mal-estar, decorrentes do maior esforço do organismo para manter a temperatura corporal estável. “Do ponto de vista cardiovascular, as oscilações de temperatura podem elevar a pressão arterial e aumentar a sobrecarga sobre o coração, especialmente em pacientes com hipertensão, insuficiência cardíaca ou doença arterial coronariana”, explica.
Os efeitos são mais intensos em crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares, uma vez que esses grupos apresentam menor capacidade de adaptação às variações ambientais.
A principal recomendação é utilizar roupas adequadas às variações climáticas, preferencialmente em camadas, para que possam ser acrescentadas ou retiradas ao longo do dia, conforme a mudança de temperatura.
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