O mapa de investimentos da indústria naval brasileira ganhou novos contornos com a última rodada de aprovações do Fundo da Marinha Mercante (FMM). Na 59ª reunião do Conselho Diretor do FMM, foram aprovados 14 projetos inéditos em todo o país. Desses, oito estão localizados na região Sudeste, que concentra R$ 1,54 bilhão em novos aportes.
No Rio, foram seis iniciativas com foco na construção de embarcações, modernizações e reparos especializados. Empresas como Oceanpact, CBO, Posidonia e Magallanes lideram os investimentos no estado, que ultrapassam R$ 800 milhões e devem gerar mais de 2.193 empregos diretos.
A retomada fluminense se deve, em grande parte, à força da cadeia offshore no estado, que abriga a maior concentração de operações ligadas à exploração de petróleo e gás no país. A demanda por embarcações de apoio, reparo e modernização está diretamente conectada à atividade intensa na Bacia de Campos e à estrutura logística consolidada na região.
Em São Paulo, foi aprovado um projeto, que soma R$ 123,5 milhões, com foco na construção e reparo de rebocadores e empurradores fluviais. A atuação da Wilson Sons é o destaque no estado, com frentes abertas no litoral paulista, especialmente no estaleiro do Guarujá. A previsão é de 88 empregos diretos.

Para o diretor do Departamento de Navegação e Fomento da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, o Rio de Janeiro reafirma sua posição estratégica na indústria naval nacional com seis novos projetos priorizados na última reunião do Conselho do FMM. As iniciativas, voltadas à construção, modernização e reparo de embarcações, devem fortalecer a cadeia produtiva e impulsionar a geração de empregos no estado.
“O Rio de Janeiro tem papel central na retomada da indústria naval brasileira. É o berço desse setor estratégico, e nesta rodada do Fundo da Marinha Mercante recebeu seis novos projetos, que somam mais de R$ 1,5 bilhão em investimentos e vão gerar milhares de empregos qualificados no estado”, afirmou Burlier.
Minas Gerais e Espírito Santo não tiveram projetos contemplados nesta rodada, mas integram o contexto logístico beneficiado pelas operações previstas na região.
Os dados integram o conjunto de deliberações da 59ª Reunião Ordinária do CDFMM, realizada em julho. No total, o fundo aprovou R$ 6,6 bilhões em investimentos. Segundo o ministro Silvio Costa Filho, desde 2023 já foram priorizados quase R$ 70 bilhões em projetos navais pelo FMM — valor três vezes superior ao total aprovado durante os quatro anos da gestão anterior (2019 a 2022), que somou cerca de R$ 23 bilhões.
Esse avanço revela uma mudança de escala na política industrial e logística do país. Se, no governo anterior, o volume médio anual girava em torno de R$ 5,7 bilhões, o atual governo autorizou R$ 30,8 bilhões apenas em 2024, consolidando a retomada da indústria naval brasileira como eixo estratégico para a geração de empregos e desenvolvimento regional.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
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