A Prefeitura de Mogi das Cruzes certificou, na tarde de quarta-feira (3), seis novas Famílias Acolhedoras que concluíram o processo de habilitação do Serviço Família Acolhedora. Com as novas adesões, o município passa a contar com 17 famílias ativas — quase o triplo das seis identificadas no início de 2025.
A ampliação é resultado do projeto “Cuidar e Transformar”, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Assistência Social, que reformulou fluxos de trabalho, ampliou a divulgação do serviço, facilitou o acesso ao formulário de inscrição e implantou um calendário contínuo de reuniões e capacitações.
Durante a cerimônia, a prefeita Mara Bertaiolli — embaixadora do programa — destacou o impacto social do Serviço. “Eu sou apaixonada por esse programa porque ele nos permite modificar a vida das pessoas. Não há nada mais poderoso do que o amor e o ato de estender as mãos a quem precisa. Vou trabalhar todos os dias para que mais famílias se sintam seguras para participar”, afirmou.
No total, foram entregues sete certificados para seis famílias — uma delas composta por um casal. Atualmente, dez crianças estão acolhidas pelo serviço. Apenas em 2025, 22 crianças e adolescentes passaram por lares temporários, o que representa 30% de todos os 66 acolhimentos registrados desde o início do programa, em 2018.
A cerimônia contou com falas emocionadas de famílias acolhedoras veteranas e recém-habilitadas. Rebecca Aparecida Muniz, participante do programa desde 2018, está em seu quinto acolhimento. “Cada criança chega com uma história diferente e precisamos estar preparados para lidar com o medo e as marcas que carregam. É uma responsabilidade imensa, mas também um grande prazer e aprendizado”, relatou.
A diretora de Proteção Social Especial, Adelene Carvalho Coairy, ressaltou que a equipe técnica está à disposição das famílias durante todo o processo. A gerente do Serviço, Mirian Soares Rocha, explicou que o ciclo de capacitação inclui seis encontros com temas essenciais como marco legal do acolhimento, manejo de vulnerabilidade e os princípios de apego e desapego.
A técnica Ana Beatriz de Oliveira Lima também destacou a troca de experiências proporcionada pelo programa. “Aprendemos muito com cada família. O Família Acolhedora nos faz enxergar a grandiosidade do ser humano”, afirmou.
O programa oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes afastados de suas famílias de origem por decisão judicial. O objetivo é garantir convivência familiar e comunitária, em um ambiente protetor e individualizado, enquanto se trabalha o retorno à família de origem ou, quando não possível, o encaminhamento para adoção.
A Secretaria Municipal de Assistência Social é responsável por selecionar, capacitar, habilitar e acompanhar as famílias acolhedoras de Mogi das Cruzes, além de monitorar o desenvolvimento das crianças e adolescentes acolhidos.
As famílias interessadas podem se inscrever pelo formulário disponível no site da Prefeitura. Para participar é necessário:
O Serviço Família Acolhedora integra a Proteção Social Especial do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e acolhe crianças e adolescentes vítimas de violações de direitos, como abandono, violência doméstica, exploração, tráfico de pessoas e trabalho infantil.
O formulário para inscrição permanece aberto de forma permanente no site oficial da Prefeitura.
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