O mercado de sistemas de gestão atravessa um período de crescimento consistente e de expansão nas formas de uso dentro das empresas. De acordo com análises de mercado, o setor global de software ERP, que atingiu cerca de US$ 65,25 bilhões em 2024, projeta-se crescer em um ritmo de 9,76% por ano (CAGR) até 2029. Essa evolução reflete o movimento das organizações em ampliar a integração entre áreas, automatizar tarefas administrativas e transformar dados operacionais em informação útil para decisões de negócio.
Com a expansão da utilização dos ERPs, cresce também a necessidade de entender como essas plataformas estão sendo adaptadas às novas demandas de negócio, visto que mais de 33% das empresas pretendem adquirir ou trocar seus sistemas ERP até 2026. A busca por processos mais integrados e por informações que apoiem decisões rápidas tem levado as empresas a revisarem seus modelos operacionais e a incorporarem tecnologias capazes de reduzir tarefas manuais e ampliar a confiabilidade dos dados.
De acordo com especialistas e consultorias, essa mudança indica uma transição em que os sistemas de gestão deixam de atuar apenas no suporte administrativo e passam a integrar o centro das operações e da tomada de decisão, de acordo a Erick Souza, gerente de Mercado ERP da Benner, funcionaria como um "sistema nervoso central" para a organização. Os sistemas de gestão deixam de atuar apenas no suporte administrativo e passam a integrar o centro das operações e da tomada de decisão.
Principais tendências em sistemas de gestão
O mercado de ERP vem passando por um processo contínuo de amadurecimento, marcado por mudanças no modo como as empresas implementam e utilizam seus sistemas de gestão. A primeira fase foi dominada pela personalização excessiva, quando as soluções eram criadas sob medida para atender necessidades específicas de cada organização. Na sequência, ganhou força a padronização, que levou muitas companhias a adaptarem seus fluxos de trabalho aos modelos impostos pelas plataformas. Agora, analistas observam um novo ciclo de personalização, sustentado por tecnologias que permitem moldar o ERP à estrutura e à cultura de cada negócio.
"Agora, observa-se um novo ciclo de personalização, sustentado por tecnologias que permitem moldar o ERP à estrutura e à cultura de cada negócio", diz Erick Souza, gerente de Mercado ERP da Benner. Essa nova etapa vem sendo sustentada pelo avanço de ferramentas de workflow e de gerenciamento de processos (BPM), que ampliam a automação e tornam os fluxos mais inteligentes e alinhados à cultura de cada organização. A tendência para os próximos anos é que a inteligência artificial (IA) se torne parte estruturante desses sistemas, aprimorando a análise de dados, a automação de tarefas e o suporte à tomada de decisão.
Outro fator que vem ganhando força é a migração para modelos SaaS (Softwares as a Service), que combinam escalabilidade, padronização e atualização contínua. De acordo com o relatório de mercado Cloud ERP, a tendência é de crescimento contínuo. Grandes empresas, especialmente nos setores financeiro e de seguros, têm ampliado investimentos em segurança e governança digital, estabelecendo critérios mais rigorosos na escolha de provedores e parceiros tecnológicos, um reflexo do crescimento global do mercado de cibersegurança.
Mudanças de paradigmas
No Brasil, as mudanças em curso na economia e na regulação têm alterado de maneira significativa o papel dos sistemas de gestão, além do avanço da inteligência artificial, a reforma tributária impõe novos requisitos para o controle fiscal e o processamento de dados, o que deve impactar diretamente a operação dos ERPs. As alterações nas regras de cálculo dos impostos sobre consumo e a exigência de manifestação de notas fiscais nas entradas e saídas, por exemplo, reduzem a necessidade de digitação manual, permitindo que informações de produtos, serviços e transportes sejam incorporadas automaticamente aos sistemas, garantindo conformidade e maior agilidade.
A segurança da informação também assume protagonismo; antes restrita a áreas específicas, como o setor jurídico, a preocupação com a proteção de dados agora permeia todas as frentes corporativas. Com o avanço da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a Lei nº 13.709/2018, e o aumento de incidentes de vazamento — como o fato de o Brasil estar entre os países líderes em vazamentos de cookies —, as empresas vêm adotando políticas de segurança mais rigorosas.
Margens sob pressão e o impacto da automação nos custos empresariais
Entre os diversos temas que devem ganhar relevância nos próximos anos, a preservação das margens de rentabilidade se destaca como uma das principais preocupações corporativas. Em um ambiente marcado por transformações tributárias, tecnológicas e contratuais, pequenas variações de custo podem comprometer a sustentabilidade financeira das operações — um aspecto que se relaciona diretamente com a necessidade crescente de sustentabilidade corporativa (ESG), abordada por relatórios de mercado.
A automação e a inteligência artificial vêm alterando a estrutura de custos, reduzindo a necessidade de atividades repetitivas e exigindo novas maneiras de precificação e gestão de contratos. Essa reorganização afeta diretamente o perfil das equipes, que passam a demandar menos operadores e mais analistas, com foco na interpretação de dados e na análise estratégica de resultados.
Diante disto, a combinação entre automação e inteligência artificial tem mudado o modo como as empresas estruturam as atividades ligadas à gestão. "À medida que os sistemas assumem tarefas como lançamentos contábeis, pagamentos e rotinas de compras, as equipes passam a concentrar esforços em análise e planejamento", finaliza Erick Souza, gerente de Mercado ERP da Benner.
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