O mercado de flores no Brasil vive uma fase de forte expansão. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor) mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) da cadeia produtiva alcançou R$ 21,23 bilhões em 2024, um avanço de 9,95% em relação ao ano anterior. O Estado de São Paulo segue na liderança, respondendo por 40% do total — cerca de R$ 8,49 bilhões — e registrando o maior gasto per capita do país, com R$ 181,85 anuais.
Para além dos números, o setor é impulsionado por um componente intangível: a emoção. Estudos citados pelo mercado mostram que flores têm efeito direto no humor, ajudando a reduzir estresse, fortalecer vínculos afetivos e promover bem-estar. Pesquisas das universidades Rutgers e La Salle, nos Estados Unidos, indicam que mulheres participantes relataram felicidade imediata ao receber flores, além de melhora prolongada no estado emocional.
Segundo Clóvis Souza, CEO da Giuliana Flores, esse impacto emocional é o verdadeiro motor do consumo. “O valor das flores não está no preço, mas na experiência que elas proporcionam. Cada espécie comunica algo — alegria, esperança, harmonia — e essa linguagem é o que cria conexão com o consumidor”, afirma.
O significado simbólico das espécies ajuda a explicar essa relação: girassóis representam otimismo, rosas brancas remetem à paz, flores do campo transmitem acolhimento, margaridas evocam esperança e lírios simbolizam harmonia e reconciliação. Essa diversidade de mensagens reforça o uso das flores como expressão de sentimento e estilo de vida.
“Nos últimos anos, outra mudança ganhou força. Millennials e Geração Z passaram a consumir flores não apenas como presente, mas como gesto de autocuidado e decoração afetiva. Arranjos e vasos se tornaram elementos de bem-estar dentro de casa, acompanhando tendências de busca por leveza, equilíbrio emocional e ambientes mais acolhedores. As flores deixaram de ser associadas apenas a ocasiões especiais e passaram a fazer parte da rotina”, observa Souza.
O movimento tem ampliado o público e diversificado o consumo, impulsionando um dos setores mais tradicionais do país. Em meio a uma rotina cada vez mais digital e acelerada, as flores se posicionam como símbolo de propósito, estética e conexão humana. Para o CEO, esse é o diferencial que sustenta o crescimento contínuo do mercado. “A emoção está no centro da decisão de compra. É isso que transforma o setor e o mantém promissor”, conclui.
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