Criado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) para atender micros e pequenos empresários, o Banco do Povo Paulista (BPP) dá a oportunidade para que empreendedores formais e informais tenham acesso a microcréditos para alavancar seus negócios.
Foi o que fez Dielson Cordeiro, dono de um pet shop na zona leste de São Paulo, que usou o dinheiro para reorganizar o caixa, comprar produtos e assim evitar a falência. “Sem o auxílio do BPP, teria fechado a loja”, afirma.
Dielson mora na Vila Carmosina, umas das regiões mais populosas da capital paulista e que possui comunidades em situação de vulnerabilidade social. “Aqui a gente conhece todo mundo. Sabe o nome do cachorro, da criança, da avó. Tem cliente que vem só para conversar, é quase uma terapia”, disse. Dielson atende moradores das comunidades locais.
Segundo levantamento do Data Favela, o Brasil tem cerca de 18 milhões de pessoas vivendo em favelas, onde 5,2 milhões são empreendedores. Para 35% desses moradores, abrir o próprio negócio é o maior sonho profissional.
No caso de Dielson, o sonho se tornou realidade e foi construído a partir de laços sólidos criados a clientela. A relação próxima com as pessoas resultou em momentos marcantes ao longo dos 12 anos de negócio, como quando recebe presentes inusitados de clientes agradecidos: bolos, queijos e até mesmo galinhas. “São pequenos gestos que mostram o quanto somos queridos e valorizados por aqui”, comenta.
“O Banco do Povo Paulista é uma oportunidade para quem quer começar a empreender ou alavancar o próprio negócio. Não há restrição por região ou bairros. A condição é que o município tenha convênio com Banco do Povo. Dessa forma, chegamos também às pessoas que empreendem em favelas”, afirma Myrian Prado, subsecretária de empreendedorismo e produtividade da SDE.
Na zona sul de São Paulo, Dayane Dias, 31 anos, proprietária de uma confeitaria, encontrou a oportunidade de crescer e gerar renda com a vizinhança do Grajaú, maior distrito populacional da cidade, com mais de 380 mil habitantes. Com o financiamento do BPP, ela adquiriu equipamentos como panela e vitrine para expor seus produtos, além de realizar pintura e melhorias no espaço físico.

“Ofereço o melhor serviço possível para o bairro, onde ainda falta estrutura e bons atendimentos, então decidi fazer o meu melhor pela comunidade todos os dias”, diz.
Dayane emprega pessoas da região e mantém parcerias locais. Ela reconhece que a infraestrutura e a segurança são desafios constantes, mas acredita que a força do território está na união e na confiança entre os moradores. “As pessoas acreditam no nosso trabalho, e isso motiva a seguir em frente.”
Em Paraisópolis, a maior favela de São Paulo e a terceira do Brasil, segundo o Censo do IBGE, com quase 60 mil moradores, Maria Orlanda Alves, de 53 anos, conhecida como Yo, atua como designer de sobrancelhas e depiladora.
“Investi na melhoria do espaço e comprei móveis adequados, que trouxeram conforto e organização. Comprei equipamentos que aprimoraram a qualidade dos atendimentos, oferecendo um serviço eficiente aos clientes”, comenta a esteticista.
Ela diz que o investimento no espaço trouxe mais conforto para os clientes. “Graças a essas melhorias, a infraestrutura se tornou moderna e funcional, proporcionando uma experiência prazerosa”, finaliza.

O Banco do Povo possui linhas de crédito com valores entre R$ 200 e R$ 21 mil, que podem ser utilizados para capital de giro, investimento fixo ou misto. Para saber quais são as unidades conveniadas ao Banco do Povo, conferir a lista dos documentos necessários para solicitar o microcrédito e conhecer os períodos de carência e as taxas de juros, basta acessar a página do Banco do Povo Paulista, no site da SDE.
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), do Governo do Estado de São Paulo, exerce papel fundamental para a reindustrialização e atração de investimentos com foco na geração de emprego, renda e desenvolvimento regional. Além disso, conta com programas de capacitação profissional e ações de fomento ao empreendedorismo, que incluem linhas de microcréditos do Banco do Povo. A pasta tem como instituições vinculadas: InvestSP, Desenvolve SP e Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp).
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