Dedicação e talento muitas vezes não se bastam para alcançar o resultado esperado. É preciso ser persistente. E essa qualidade sobra para Fernando Giovanini, professor da Escola Estadual Batuíra, de Poá.
Formado em Educação Física e Pedagogia, Fernando chegou ao Batuíra em 2005. Um ano depois, introduziu o tênis de mesa na programação de atividades dos alunos. Em pouco tempo, a modalidade virou febre na escola.
“Antes da minha chegada, a escola e o bairro eram muito ligados ao futsal. Hoje, nossa comunidade respira o tênis de mesa. Nesses quase 21 anos, formamos alguns mesatenistas e enraizamos em muitos outros a paixão pela modalidade”, diz ele.
O trabalho de Fernando fez do Batuíra um importante celeiro de jovens mesatenistas no estado de SP. A escola enfileirou títulos, como o heptacampeonato dos Jogos Regionais e o bi dos Jogos Abertos do Interior, e conquistou em agosto último a tão sonhada vaga no Time SP para a disputa dos Jogos da Juventude, após vencer a final estadual dos Jogos Escolares do Estado de São Paulo (Jeesp) nas duplas femininas.
“O ponto alto dessa trajetória foi a classificação inédita para os Jogos da Juventude. Estávamos batendo na trave nos últimos anos. Vencíamos as etapas regionais do Jeesp, mas não conseguíamos avançar no confronto contra os colégios particulares. Batalhamos muito e de tanto insistir, deu certo em 2025. Ganhamos do Colégio Arbos [de São Caetano do Sul] e pegamos essa vaga”, destaca Fernando.

A participação do Batuíra nos Jogos da Juventude foi positiva. A parceria formada por Lívia Andrade e Anna Beatriz de Angeli avançou até as quartas de final, quando foi eliminada pela dupla do Paraná. “Foi nossa única derrota na competição. O jogo foi muito equilibrado, perdemos por 3×2. Saímos dos Jogos da Juventude orgulhosos do que fizemos”, completa o treinador.
Mais do que o desejo em ganhar medalhas e troféus, Fernando se apega ao esporte como ferramenta de transformação social. Para ele, a atividade física cria um elo saudável entre as pessoas.
“A nova geração tem se afastado cada vez mais do convívio social. Eles passam muito tempo em frente às telas, longe do que acontece no mundo real. O esporte de certa forma resgata esse convívio, o estar presente na vida do outro. Colocar esses jovens no caminho de uma vida mais ativa, de mais interação social, é o que me motiva a acordar todos os dias e lecionar.”
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