Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (15), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) criticou o governo federal pelo que classificou como “silêncio absoluto” diante da concessão do Prêmio Nobel da Paz à líder da oposição venezuelana María Corina Machado. Para a senadora, a omissão do Executivo revela uma incoerência na defesa da democracia e dos direitos das mulheres.
— Temos uma mulher que é liderança política em nosso continente, que arrasta multidões em busca da restauração da democracia em seu país. E aí, a mesma esquerda que afirma incentivar lideranças feministas, cala-se quando há um reconhecimento internacional dos esforços dessa grande líder — afirmou Damares, ressaltando que María Corina enfrentou riscos pessoais e políticos por sua atuação democrática na Venezuela.
A senadora também criticou declarações do assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, que teria afirmado que o comitê da premiação "priorizou a política à paz". Segundo Damares, essa postura desconsidera o histórico de repressão e violações de direitos humanos atribuídos ao governo de Nicolás Maduro. Ela lembrou que quase 8 milhões de venezuelanos deixaram o país em razão do regime chavista e afirmou que a Justiça venezuelana tem sido usada para perseguir opositores.
Para Damares, a postura do Brasil no cenário internacional tem prejudicado a imagem do país e desvalorizado iniciativas legítimas de defesa da democracia na América do Sul.
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