A Fundação Casa, entidade vinculada à Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania, e o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) no Brasil anunciaram nesta terça-feira (16) uma parceria inédita voltada a adolescentes e jovens que cumprem ou já cumpriram medidas socioeducativas de internação, internação sanção ou semiliberdade. O objetivo é abrir caminhos concretos de transformação, fortalecendo a construção de projetos de vida e ampliando o acesso à inclusão produtiva.
Com duração inicial de 19 meses, o trabalho será focado no fortalecimento dos projetos de vida, na oferta de cursos de formação conectados ao mercado, na escuta ativa de jovens e educadores e na sensibilização de empresas e órgãos públicos para que promovam ambientes de trabalho mais inclusivos.
Essa parceria se soma ao cenário positivo do programa Depois do Amanhã, já em andamento na Fundação Casa. A iniciativa acompanha adolescentes e jovens de até 21 anos por até seis meses após o término da medida socioeducativa, apoiando o retorno à escola, o acesso a serviços públicos e a inserção no mundo do trabalho. Desde sua implementação, o programa já registrou, até 15 de setembro de 2025, 1.348 adesões voluntárias e tem se consolidado como ferramenta eficaz de redução de vulnerabilidades e de estímulo à autonomia no período mais crítico após a saída do sistema.
Segundo a presidente da Fundação Casa, Claudia Carletto, a parceria com o Unicef amplia a rede de proteção e oportunidade: “O Depois do Amanhã já aponta caminhos reais de transformação, e essa união com o Unicef potencializa esse alcance. Sabemos que os egressos enfrentam barreiras enormes, como baixa escolaridade, dificuldade de acesso ao trabalho, estigma social e risco de reincidência. Nosso papel é agir para que eles se reconheçam como capazes, enxerguem novas possibilidades e mudem de vida. Quando isso acontece, não muda apenas a história de cada jovem, mas a da sociedade como um todo, que se torna mais justa e segura”, afirma.
Para Adriana Alvarenga, chefe do escritório do Unicef em São Paulo e líder de Inovação do Unicef no Brasil, a garantia dos direitos dos adolescentes e jovens requer um compromisso coletivo entre educadores, famílias e a sociedade como um todo. “Investir na construção de projetos de vida e formação desses jovens é garantir que eles tenham novas escolhas, dignidade e oportunidades de inclusão socioprodutiva. De outro lado, é preciso que o empregador esteja preparado e comprometido com oportunidades de entrada no mundo do trabalho e o desenvolvimento profissional. Uma sociedade justa e segura exige este compromisso com o desenvolvimento integral de cada jovem”, destaca.
A parceria foi desenhada para apoiar adolescentes e jovens logo após o cumprimento da medida, oferecendo acompanhamento e oportunidades reais de reinserção. As ações estão organizadas em metas com indicadores claros, que permitirão avaliar os resultados ao longo do tempo:
Além disso, o programa prevê cursos online, rodas de conversa, revisão do gibi “Voltei pro Mundão, e Agora”, do Unicef, e ações permanentes de advocacy para integrar serviços estaduais e municipais. Cada jovem que aderir voluntariamente terá acompanhamento por seis meses.
A Fundação Casa aplica medidas socioeducativas conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE). Atendendo jovens de 12 a 21 anos incompletos em São Paulo, a Fundação executa medidas de privação de liberdade e semiliberdade, determinadas pelo Poder Judiciário, garantindo os direitos previstos em lei, pautando-se na humanização, e contribuindo para o retorno do adolescente ao convívio social. Mais informações em: https://fundacaocasa.sp.gov.br/.
O Unicef, Fundo das Nações Unidas para a Infância, trabalha para proteger os direitos de cada criança e adolescente, em todos os lugares, especialmente os mais desfavorecidos, nos locais mais remotos. Em mais de 190 países e territórios, fazemos o que for preciso para ajudar crianças e adolescentes a sobreviver, prosperar e alcançar seu pleno potencial. O trabalho do UNICEF é financiado inteiramente por contribuições voluntárias.
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