A música popular brasileira passa a ter dois de seus maiores nomes reconhecidos oficialmente como patronos. A Lei 15.204, de 2025 , sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na quinta-feira (11), declara Lupicínio Rodrigues (1914–1974) e Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha (1897–1973), patronos da MPB.
A proposta tem origem no projeto ( PL 2.151/2019 ), apresentado pelo ex-senador Lasier Martins (RS), que inicialmente previa apenas o título a Lupicínio Rodrigues. Durante a análise na Comissão de Educação (CE), o relator, senador Paulo Paim (PT–RS), acatou sugestão do senador Carlos Portinho (PL–RJ) para incluir Pixinguinha na homenagem.
Gaúcho de Porto Alegre, Lupicínio Rodrigues é autor de sambas-canções marcados pela expressão popular conhecida como “dor-de-cotovelo”, presentes em clássicos comoNervos de aço,Nunca eEsses moços. Já Pixinguinha, nascido no Rio de Janeiro, é um dos maiores expoentes do choro e da música instrumental, com composições comoCarinhoso,RosaeLamentos.
Segundo Paim, Lupicínio é “um dos compositores mais originais da nossa música popular” e se destacou por traduzir em versos os desencontros amorosos. Para Portinho, Pixinguinha foi “um gênio inquestionável”, responsável por consolidar o choro como gênero essencial da música brasileira.
Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Patrícia Oliveira
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