O programa Smart Mogi, utilizado pela Prefeitura de Mogi das Cruzes no monitoramento da segurança pública, contabilizou 215 prisões de suspeitos e pessoas procuradas pela Justiça desde seu lançamento, em setembro de 2025. O balanço, divulgado nesta sexta-feira (6 de novembro), reúne ocorrências atendidas com o auxílio das câmeras instaladas em diferentes regiões do município.
Segundo a Secretaria Municipal de Segurança, o sistema conta com 730 câmeras, das quais 260 possuem tecnologia de reconhecimento facial. Os demais equipamentos são destinados à leitura de placas de veículos e ao monitoramento de imagens.
As informações captadas são acompanhadas pelo Centro de Operações Integradas (COI), responsável pelo monitoramento e pelo acionamento das equipes da Guarda Civil Municipal (GCM).
Procurado pela Justiça da Bahia foi preso em Jundiapeba
Entre as ocorrências recentes registradas com auxílio do Smart Mogi está a prisão de um homem procurado pela Justiça da Bahia pelo crime de roubo. Ele foi identificado pelo sistema de monitoramento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Jundiapeba e detido pela Guarda Civil Municipal na segunda-feira (2 de novembro).
Outra ocorrência envolveu a identificação de um veículo utilizado em um sequestro em Mogi das Cruzes. De acordo com a Prefeitura, o monitoramento do automóvel contribuiu para a localização e libertação da vítima, além da prisão de três acusados de envolvimento no crime.
O balanço municipal também aponta a utilização do sistema em ocorrências relacionadas a roubo, tráfico de drogas, homicídio, estelionato e sequestro, além de investigações criminais e prisões em flagrante.
Reconhecimento facial utiliza banco de dados estadual
O Smart Mogi está integrado ao Programa Muralha Paulista, da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. A integração permite comparar as imagens captadas pelas câmeras de reconhecimento facial com registros de pessoas procuradas pela Justiça.
Quando o sistema identifica uma possível correspondência, um alerta é encaminhado ao Centro de Operações Integradas. No local, os operadores conferem a imagem captada e a fotografia existente no banco de dados estadual.
Após a confirmação da correspondência, a Guarda Civil Municipal é acionada para verificar a ocorrência no local indicado. Procedimento semelhante é adotado quando equipamentos de leitura de placas identificam veículos com pendências criminais.
O secretário municipal de Segurança, Gilberto Ito, explicou como a tecnologia é utilizada pelas equipes de segurança.
“O programa Smart Mogi é uma ferramenta importante de tecnologia para a segurança de Mogi das Cruzes, que amplia os olhos da Guarda Civil Municipal. As câmeras com identificação facial e de leitura de placas alertam sempre que há flagrante. Assim, o sistema auxilia tanto na captura de procurados pela Justiça, quanto na investigação de crimes e na prevenção à violência”
Programa também identifica procurados de outras cidades
Segundo a Secretaria Municipal de Segurança, parte das pessoas detidas com auxílio do Smart Mogi era procurada por crimes cometidos fora de Mogi das Cruzes.
Gilberto Ito afirmou que a identificação desses procurados é considerada pela administração municipal uma contribuição para a segurança da cidade.
“Muitos dos procurados pela Justiça que foram capturados pelo programa Smart Mogi não cometeram os crimes em Mogi das Cruzes. Isso colabora com a segurança da população porque evita que estas pessoas circulem pela cidade, ao mesmo tempo em que dá mais tranquilidade para as famílias mogianas”
Denúncias podem ser feitas pelo telefone 153
A população pode encaminhar denúncias e solicitações relacionadas à segurança pública pelo telefone 153, do Centro de Operações Integradas de Mogi das Cruzes.
De acordo com a Prefeitura, o serviço funciona 24 horas por dia e recebe informações que podem auxiliar o trabalho da Guarda Civil Municipal.