O mês de agosto é marcado pela campanha ‘Agosto Dourado’, que ressalta a importância da amamentação e a doação do alimento considerado “ouro”. O Estado de São Paulo conta com 60 bancos de leite humano (BLH) e 53 postos de coleta para doação e, em 2024, os BLHs contabilizaram a doação de mais de 58 mil litros de leite, para o benefício de mais de 44 mil bebês.
O leite materno é crucial para a proteção e o crescimento dos bebês, sendo o principal alimento nos primeiros seis meses de vida e recomendado por pelo menos dois anos. A amamentação fornece à criança nutrientes essenciais e anticorpos que a defendem de diversas doenças, além de ajudar a prevenir diarreias e infecções, especialmente, as respiratórias, contribuindo também para a melhora da saúde de bebês prematuros.
Larissa Camila Rodrigues Barreto, de 34 anos, foi uma das mães que viu a importância da amamentação ao dar à luz Ana Lívia, na Maternidade Leonor Mendes de Barros, unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), referência para doação de leite materno.
“Eu tive uma gestação gemelar muito rara, porque um óvulo foi fecundado primeiro do que o outro. Tinha quatro dias de diferença de um bebê para o outro”, explica a mãe.
Os filhos de Larissa nasceram com 24 semanas de gestação e o menino viveu por apenas 15 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Após a perda, a funcionária pública precisou manter a força para conseguir dar a atenção necessária para a menina.
“O aleitamento materno foi o que fortaleceu a minha filha, parecia que o leite acompanhava as necessidades, ele mudava de acordo com ela. Foi essencial para a sobrevivência e evolução dela”, relembra Larissa.
Para a criança, os benefícios do aleitamento materno abrangem diversas áreas, como o desenvolvimento físico, cognitivo e emocional, o fortalecimento do sistema imunológico e a prevenção de alergias. Além disso, favorece o amadurecimento do sistema digestivo, o estímulo da musculatura facial, o que auxilia na mastigação, fala, deglutição e no crescimento dentário, assim como na prevenção de doenças infecciosas e da obesidade infantil. O aleitamento também ajuda a prevenir doenças crônicas na vida adulta, como diabetes e condições autoimunes.
Atualmente, com quase quatro anos, Ana Lívia vive uma vida saudável. “Eu consegui amamentar ela até os dois anos e meio. Ela é muito saudável, não ficou com sequela nenhuma, eu devo muito isso ao aleitamento materno”, completa.
O Estado de São Paulo conta com 59 bancos de leite humano (BLH) e 43 postos de coleta. O Banco de Leite Humano Maria José Guardia Mattar, no Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros, localizado na capital, e o Banco de Leite Humano Anália Ribeiro Heck, no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, no interior do estado, são as duas principais unidades de referência da rede paulista.
Os Bancos de Leite Humano são essenciais para a sobrevivência de bebês prematuros e de baixo peso (com menos de 2.500g), internados nas unidades neonatais e que não podem ser amamentados pelas próprias mães. A doação de leite materno salva-vidas. Um litro de leite materno doado pode alimentar até 10 recém-nascidos por dia.
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