O senador Paulo Paim (PT-RS) informou, em pronunciamento nesta terça-feira (17), que a Câmara dos Deputados e o Ministério da Fazenda concordaram em ajustar as propostas de mudança nas regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC) previstas no pacote de corte de gastos. O BPC corresponde a um salário mínimo pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. Segundo o parlamentar, as mudanças serão realizadas para diminuir o prejuízo dos que dependem do benefício e viabilizar a votação da matéria.
— Cumprimento os deputados, que já mostraram que as coisas não podem chegar à Casa e ser carimbadas na íntegra como vieram, seja qual for o governo. Então, os deputados, felizmente, já apontaram que o BPC, como está, não vai passar. [...] A reforma tributária obteve, entre um momento e outro, cerca de mil emendas. Por que não poderíamos ter nenhuma mudança no pacote, da forma como chegou?
Paim ressaltou que o país precisa realizar ajustes nas contas públicas, mas argumentou que as mudanças não podem ser feitas às custas da população mais pobre. O senador também defendeu a taxação de grandes fortunas.
— É preciso questionar as grandes fortunas, onde está a taxação tão falada em fóruns mundiais dos super-ricos? Por que não enfrentamos de forma responsável o debate sobre os altos salários? Ou alguém tem dúvida de que neste país muita gente ganha não R$ 50 mil, mas acima de R$ 50 mil, ganha R$ 100 mil, ganha R$ 200 mil, ganha até R$ 300 mil por mês? E por que não se envia a fundo, seja no Executivo, seja no Judiciário, seja no Legislativo, seja nas empresas estatais? E por que não enfrentar este debate?
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