A obra de duplicação da maior ponte do estado de São Paulo chegou a 75% de conclusão. A ponte Engenheiro Gilberto Paim Pamplona tem 2,4 quilômetros de extensão e liga os municípios de Novo Horizonte e Pongaí. As obras têm previsão para serem entregues ainda neste ano.
A obra em andamento não substitui a ponte atual. Trata-se da construção de uma estrutura paralela no sentido leste da Rodovia Dr. Mário Gentil (SP-333), entre os quilômetros 229 e 232.
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Com a duplicação, a nova ponte terá duas faixas de rolamento , enquanto a estrutura existente será revitalizada e adaptada para pedestres e ciclistas, com reforço de iluminação. O investimento total será de R$ 387,3 milhões (base abril/26).
O projeto prevê um vão central de 125 metros e o uso de 208 vigas pré-moldadas, cada uma com 41 metros de comprimento e 74 toneladas. Essas vigas são produzidas no próprio canteiro de obras, em uma usina instalada no local, o que acelera o cronograma de execução.
A duplicação da maior ponte de São Paulo também exige operação sobre o Rio Tietê , com balsas, embarcações de apoio e fundações dentro do rio. Das 124 estacas que dão sustentação às novas faixas, 112 estarão dentro do rio.
Além disso, a obra utiliza vigas pré-moldadas de concreto e, no vão central, o método de balanços sucessivos, pensado para manter a navegação da Hidrovia Tietê-Paraná durante a execução.

A duplicação da ponte Engenheiro Gilberto Paim Pamplona deve ampliar a segurança e melhorar a mobilidade no noroeste paulista. Com isso, o impacto será logístico, porque a ponte serve para o escoamento da produção agrícola e industrial da região.
Mais de 1,3 milhão de veículos passam pela maior ponte de São Paulo durante o ano. A localização também se conecta à Hidrovia Tietê-Paraná, por onde passaram, em 2024, 959 mil toneladas de soja, 403 mil toneladas de cana-de-açúcar e 81,5 mil passageiros.
Como parte da nova ponte está sendo construída dentro do Rio Tietê, a obra adota medidas para evitar que solo, água com sedimentos e animais aquáticos sejam afetados durante a execução das fundações. Todo o material retirado de dentro dos tubos usados na construção das estacas é separado e decantado. Depois disso, o solo é analisado e encaminhado para descarte adequado, fora do leito do rio.
Já nas margens, equipes com biólogos e veterinários isolam trechos e resgatam peixes antes das intervenções.

A duplicação da maior ponte do estado integra um pacote de obras de mobilidade do Governo de São Paulo: o SP Pra Toda Obra , que completou um ano em maio deste ano. O maior programa de infraestrutura viária da história do estado, registrou em seu primeiro ano R$ 144,6 bilhões em investimentos públicos e privados .
São 61,8 mil quilômetros de rodovias, o equivalente a uma volta e meia na Terra. Em um ano, o total de intervenções alcançou 4,3 mil obras públicas e privadas. O programa abrange projetos até 2055, consolidando ações estratégicas de política de Estado em longo prazo.
O avanço vem acompanhado de importantes marcos para a mobilidade em São Paulo, como a primeira etapa do trecho norte do Rodoanel Mário Covas , obra retomada nesta gestão após seis anos de paralisação, e novas concessões, como a Rota Mogiana e o Lote Novo Litoral .
Outro grande projeto incorporado ao SP Pra Toda Obra é o Túnel Santos-Guarujá , obra aguardada há mais de 100 anos pelos moradores da Baixada Santista que finalmente vai sair do papel, com investimento estimado em R$ 6,8 bilhões.
Entre as obras, há iniciativas do DER (Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo) e das concessionárias reguladas pela Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo). O programa abrange obras concluídas a partir de 2023, intervenções em andamento e as futuras a serem iniciadas.
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