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Franca está em entre as 20 cidades com o menor índice de desperdício de água do Brasil

Cidade registra índice de 24,01%, já abaixo da meta nacional prevista para 2033; Sabesp concentra seis municípios entre 20 melhores colocados do país

02/06/2026 19h01
Por: Redação Fonte: Secom SP
Sabesp investirá quase R$ 9 bilhões em programas voltados à redução de perdas. Foto: Divulgação/Sabesp
Sabesp investirá quase R$ 9 bilhões em programas voltados à redução de perdas. Foto: Divulgação/Sabesp

A cidade de Franca está entre as 20 cidades com o menor índice de desperdício de água entre as 100 mais populosas do Brasil. Segundo o estudo Perdas de Água 2026, divulgado pelo Instituto Trata Brasil nesta terça (2) e que usa como referência dados referentes a 2024, o município registrou índice de perdas na distribuição de 24,01%, resultado que supera a meta estabelecida pelo Marco Legal do Saneamento para 2033.

O desempenho coloca Franca à frente de todas as localidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes. O município recebeu cerca de R$ R$ 11 milhões em investimentos entre 2024 e 2025, se consolidando como referência nacional em eficiência operacional e gestão dos sistemas de abastecimento.

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O resultado reflete uma estratégia baseada em investimentos contínuos, modernização da infraestrutura e uso intensivo de tecnologia para identificação e prevenção de perdas de água. Entre 2024 e 2025, a Sabesp investiu mais de R$ 2,8 bilhões em ações voltadas ao combate às perdas nas cidades operadas no estado.

Além do destaque de Franca, a Sabesp também se sobressai no ranking nacional ao reunir seis municípios entre os 20 melhores colocados entre os 100 mais populosos do país. Figuram entre os destaques Suzano, a capital de São Paulo, São Bernardo do Campo, Santos e Taubaté, municípios que apresentam índices de perdas significativamente inferiores à média nacional, atualmente superior a 40%.

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Os resultados refletem a maior ofensiva contra perdas de água já realizada no saneamento brasileiro. Até 2029, a Sabesp investirá quase R$ 9 bilhões em programas voltados à redução de perdas, renovação de redes, digitalização dos sistemas e incorporação de novas tecnologias.

“A redução de perdas é uma das prioridades estratégicas da Companhia. Estamos promovendo uma transformação estrutural que combina investimentos, inovação e inteligência operacional para garantir maior eficiência, segurança hídrica e qualidade dos serviços prestados à população”, afirma Débora Longo, diretora-executiva de Operação e Manutenção da Sabesp.

Tecnologia para aumentar a eficiência

A Companhia está ampliando o uso de tecnologias inéditas no setor de saneamento brasileiro, incluindo imagens de satélite associadas à inteligência artificial para localizar vazamentos não visíveis no subsolo. A ferramenta identifica a assinatura espectral do cloro presente exclusivamente na água tratada e permite detectar perdas ocultas com rapidez e precisão.

Também estão sendo implantados carros equipados com sensores e inteligência artificial capazes de identificar anomalias na rede em tempo real, além de válvulas inteligentes que ajustam automaticamente a pressão do sistema para reduzir riscos de vazamentos e rompimentos.

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Outro avanço é a instalação de 300 pontos de manobra remota, que permitem controlar trechos da rede diretamente dos centros operacionais, reduzindo o tempo de resposta a ocorrências e aumentando a eficiência das operações.

Na capital paulista, a modernização inclui ainda a substituição gradual dos hidrômetros convencionais por equipamentos inteligentes conectados à internet, ampliando a capacidade de monitoramento e a identificação precoce de vazamentos.

Com investimentos recordes e a implementação integrada de satélites, inteligência artificial, sensores, hidrômetros conectados e sistemas remotos de operação, a Sabesp vem estabelecendo um novo padrão de eficiência para o saneamento brasileiro, contribuindo para a preservação dos recursos hídricos e para a segurança do abastecimento em todo o estado de São Paulo.

Perdas reais e não físicas

As perdas de água são inerentes aos sistemas de abastecimento, ou seja, por melhor que seja a condição da infraestrutura e por mais eficiente que seja sua operação e manutenção, não existe perda zero. As perdas são divididas em duas parcelas: reais ou físicas, que são quando os volumes de água não são consumidos por serem perdidos ao longo dos sistemas, principalmente por conta de vazamentos; e as não físicas ou aparentes, que são volumes de água consumidos, mas não medidos e contabilizados, principalmente devido a irregularidades (fraudes e furtos) e à submedição dos hidrômetros dos clientes.

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