Segundo a Exame, em 2025, o mercado imobiliário movimentou R$ 264,2 bilhões no Brasil, tendo uma alta de 3,5%, se comparado a 2024. De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), houve o lançamento de 453.005 unidades residenciais, equivalente a uma alta de 10,6%, também em comparação a 2024. As vendas de luxo e superluxo, unidades que custam R$ 2 milhões ou mais nas capitais, somaram R$ 52,2 bilhões e representam 29,4% do valor negociado no mercado residencial, apesar de representarem apenas 3,75% das vendas.
André Abreu, engenheiro civil da Bristol, aponta que, com o aumento no número de lançamentos e a necessidade de maior eficiência nos canteiros de obra, especialmente nos de luxo, cresce também a demanda por equipamentos resistentes e versáteis. Nesse cenário, o setor da construção civil, que possui uma participação significativa no Produto Interno Bruto (PIB) nacional, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é responsável pela significativa parcela de 5,8% do PIB nacional. Segundo dados da CBIC, contribui também para a atuação da indústria nacional de máquinas e equipamentos.
O engenheiro explica que "cada novo empreendimento exige mais eficiência, mais precisão e mais controle de qualidade. Na prática, isso pressiona toda a cadeia da construção civil a se modernizar. Um bom exemplo está nas fundações, que são a base de qualquer estrutura. Hoje, não dá mais para depender de métodos artesanais ou pouco padronizados. Além disso, há um ganho grande em segurança e integração com outras máquinas, como escavadeiras e guindastes, o que mostra como a construção civil está cada vez mais mecanizada". Esse desempenho impacta desde incorporadoras até fabricantes de equipamentos.
Nesse contexto, a Bristol, indústria de perfuratrizes, rompedores e implementos agrícolas, fornece soluções para a execução das obras, especialmente nas etapas iniciais, como em fundações. Seus implementos hidráulicos são utilizados na construção civil para a execução de estacas, microestacas e outros, com opções para diferentes tipos de solo. Abreu afirma que "o portfólio da Bristol é formado por um maquinário versátil, havendo a possibilidade de acoplar diferentes modelos a escavadeiras, miniescavadeiras, minicarregadores, retroescavadeiras e outros. Esse tipo de tecnologia é fundamental para viabilizar o ritmo acelerado de novos empreendimentos, incluindo condomínios residenciais, obras urbanas e projetos de maior complexidade".
O crescimento do setor imobiliário tem sido expressivo, particularmente na região Sul, sendo este um de seus polos mais dinâmicos, de acordo com a Forbes. Mantém-se consistente em valor e volume, com Santa Catarina ocupando a liderança, estado que obteve um aumento de 14,4% no valor geral de vendas (VGV) e de 8,5% no número de unidades comercializadas, de acordo com a Exame. A cidade de Florianópolis, por sua vez, possui o metro quadrado mais caro dentre as unidades negociadas.
No que tange à modernização, uma pesquisa realizada pela Fundação Getulio Vargas Ibre (FGV Ibre) apontou que 64,5% dos processos construtivos do Brasil utilizam métodos off-site, um sistema construtivo industrializado no qual componentes, módulos ou edifícios inteiros são projetados e planejados em um ambiente controlado antes de serem transportados e montados no local definitivo da obra. O estudo constatou que o setor residencial é o mais beneficiado, com 50,8% das obras aderindo ao método.
Na visão do engenheiro, o setor imobiliário estimula a inovação, contribuindo para a evolução tecnológica. "Atualmente, as máquinas permitem controle de torque, profundidade e diâmetro com muito mais precisão, além de operarem em diferentes tipos de solo. Isso reduz erros, retrabalho e aumenta a produtividade no canteiro. Outro ponto importante é a padronização. Quando você utiliza equipamentos industriais, consegue repetir o mesmo desempenho em várias perfurações, o que é essencial em obras maiores, como condomínios residenciais. Isso eleva o nível técnico da execução como um todo", acentua.
Nesse sentido, o crescimento do setor imobiliário evidencia uma transformação na forma de execução das obras, com maior presença de equipamentos especializados e métodos industrializados. A tendência reforça a importância da inovação para atender às demandas de escala, qualidade e controle técnico.
Para mais informações, basta acessar: https://www.bristol.ind.br/
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