As forças de segurança de São Paulo prenderam ou apreenderam 73.899 infratores entre janeiro e abril deste ano, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP). O número representa o maior volume para o período desde 2019 e mantém em alta os indicadores de produtividade policial no estado.
No acumulado do quadrimestre, houve crescimento principalmente nas prisões em flagrante, que chegaram a 44.685 pessoas, alta de 7,8% em relação ao ano passado. Outros 25.538 infratores foram presos em cumprimento de ordem judicial.
LEIA TAMBÉM: PM de SP intervém em roubo a farmácia e recupera canetas emagrecedoras avaliadas em R$ 30 mil
Somente em abril, foram 18.471 presos ou apreendidos — 1.302 a mais do que no mesmo mês do ano passado, um aumento de 7,5%.
Os resultados refletem a intensificação de operações integradas, o reforço do policiamento ostensivo e investigativo e o uso cada vez mais frequente de recursos tecnológicos pelas polícias paulistas, como o programa Muralha Paulista . Ferramentas de monitoramento, reconhecimento facial, análise de dados e ações de inteligência têm ampliado a capacidade de resposta das forças de segurança no combate à criminalidade.
“O aumento no número de prisões e apreensões mostra a força do trabalho integrado das polícias paulistas no enfrentamento à criminalidade. Temos investido em inteligência, tecnologia, operações estratégicas e no fortalecimento das equipes. Esses resultados refletem o empenho diário para retirar criminosos de circulação, desarticular organizações criminosas e ampliar a sensação de segurança da população em todo o estado”, destacou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.
Na capital paulista, o número de presos e apreendidos cresceu 1,4%, passando de 15.472 para 15.701 detidos entre janeiro e abril. Já na Grande São Paulo, o aumento foi de 4,3%, com 10.968 infratores presos ou apreendidos nos quatro primeiros meses deste ano.
Entre as operações de destaque realizadas no período está a ação da Polícia Civil que prendeu, em janeiro, três suspeitos de participação no assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz, em Praia Grande. As capturas aconteceram em diferentes cidades paulistas após trabalho integrado de investigação e inteligência.
Em fevereiro, uma mobilização coordenada pela SSP com apoio da Secretaria de Políticas Públicas para a Mulher (SP Mulher) resultou na prisão de 430 agressores de mulheres em todo o estado às vésperas do Carnaval. No mesmo período, as polícias Civil e Militar prenderam 94 suspeitos de crimes durante os dias de folia na capital paulista, incluindo furtos, roubos e adulteração de bebidas.
LEIA TAMBÉM: PM de SP descobre fábrica clandestina com R$ 84 mil em notas falsas em São Carlos
Uma das ações que mais chamaram a atenção aconteceu na região central da capital, quando policiais civis do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) se infiltraram entre foliões fantasiados de personagens do desenho Scooby-Doo para prender suspeitos de furto de celulares.
Já em abril, uma operação em Ribeirão Preto terminou com a prisão de 19 suspeitos de integrar uma organização criminosa envolvida em diversos crimes no interior paulista. Segundo as investigações, os criminosos atuavam como “disciplinas” de uma facção, impondo regras e punições dentro da organização.
Além das prisões e apreensões, as forças de segurança retiraram 4.199 armas de circulação nos quatro primeiros meses do ano. Também foram recuperados 14.110 veículos roubados ou furtados em todo o estado.
No mesmo período, as polícias apreenderam mais de 50,9 toneladas de drogas durante operações e ações de combate ao tráfico.
Geral Polícia faz operação contra núcleo financeiro do Comando Vermelho
Geral Ministério do Trabalho atualiza normas de trabalho com eletricidade
São Paulo Interior de SP registra o menor índice de latrocínios da história em quatro meses
São Paulo Homicídios e latrocínios atingem menores índices da história em São Paulo
São Paulo São Paulo alcança nova mínima histórica de latrocínios e reduz homicídios no quadrimestre
São Paulo Roubos gerais, de veículos e de carga caem ao menor nível da história em São Paulo