No Brasil, a profissão da Enfermagem está estruturada em três níveis de atuação: enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. Com mais de 3 milhões de profissionais no país, a categoria atua em toda a rede de atenção à saúde, incluindo hospitais, ambulatórios, unidades básicas de saúde (UBSs), unidades de pronto atendimento (UPAs), serviços de atendimento móvel de urgência (SAMU) e equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF), entre outros.
No setor público, dados de um estudo publicado pela Scielo apontam um cenário preocupante: metade dos trabalhadores enfrenta condições precárias de trabalho, enquanto 62,5% recebem salários de até R$ 3 mil e 14,4% estão na faixa de subsalários, com remuneração igual ou inferior a R$ 1 mil. No setor privado, que concentra 31,6% dos profissionais, cerca de 40% atuam em condições precárias, 68,2% recebem até R$ 3 mil e 22,1% também estão na faixa de subsalários.
Outro ponto crítico é a sobrecarga de trabalho. O artigo "Atuação do Enfermeiro e suas Dificuldades" destaca que a exposição contínua a ambientes de alta pressão, aliada à falta de suporte institucional, contribui para elevados índices de burnout entre os profissionais. Esse esgotamento psicológico compromete o desempenho, aumenta a rotatividade e agrava a escassez de mão de obra qualificada no setor.
Diante desse contexto, Karla Spadafora, gerente dos Produtos de Saúde da SISQUAL® WFM, avalia que ferramentas de Workforce Management (WFM) podem contribuir para uma distribuição mais equilibrada das jornadas. Segundo ela, a tecnologia permite planejar escalas com base na demanda assistencial, no perfil dos profissionais e nas regras institucionais, evitando tanto sobrecarga quanto ociosidade.
"Com isso, há uma distribuição muito mais justa dos turnos, respeitando limites de jornada, períodos de descanso e competências necessárias para cada área, promovendo equilíbrio operacional e bem-estar das equipes", analisa.
A especialista também ressalta que escalas mais organizadas contribuem para a harmonia entre os profissionais e ampliam a satisfação no trabalho, além de fortalecer a percepção de justiça e reconhecimento dentro das equipes.
"Quando o trabalhador se sente inserido nas tomadas de decisões, o seu senso de responsabilidade com as entregas é naturalmente compartilhado, tornando o ambiente mais colaborativo e consequentemente impactando positivamente as retenções de talentos, especialmente em segmentos com maior pressão de atuação, como o setor da saúde", acrescenta.
Tecnologia e gestão mais eficientes
Segundo Spadafora, o uso de tecnologia também amplia a confiabilidade das informações e proporciona uma visão integrada das operações em tempo real. Sistemas de WFM automatizam regras legais e contratuais, reduzindo riscos de não conformidade e apoiando a tomada de decisão com maior rastreabilidade.
"Isso garante maior segurança jurídica para a instituição e o serviço, com a pessoa certa, no lugar certo, com a competência adequada", pontua.
Outro benefício apontado é a possibilidade de cruzar dados operacionais com indicadores assistenciais, o que permite otimizar a alocação de recursos, reduzir horas extras e minimizar falhas relacionadas à fadiga. "Equipes bem dimensionadas tendem a apresentar maior engajamento, produtividade e menor incidência de erros", observa.
Para ela, ao incluir os trabalhadores nas decisões, a gestão se torna mais centrada nas pessoas. "A tecnologia contribui para uma gestão mais justa e transparente, promovendo um ambiente mais saudável, seguro e sustentável. Cuidar de quem cuida é essencial para garantir a excelência dos serviços de saúde", conclui a gerente de Produtos de Saúde da SISQUAL® WFM.
Para mais informações, basta acessar: www.sisqualwfm.com e https://www.sisqualwfm.com/pt-br/produto/nursing-acuity/
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