O volume de créditos comercializados por meio de consórcios ultrapassou R$ 500,27 bilhões entre janeiro e dezembro de 2025, alta de 32,1% em relação aos R$ 378,73 bilhões registrados em 2024, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC). No período, as vendas de cotas somaram 5,16 milhões, crescimento de 15,0% sobre as 4,49 milhões do ano anterior.
Os participantes ativos totalizaram 12,76 milhões em dezembro de 2025, avanço de 13,8% frente aos 11,21 milhões do mesmo mês de 2024. As contemplações chegaram a 1,77 milhão, alta de 4,1%, com liberação de R$ 123,16 bilhões em créditos, 22,4% acima de 2024, enquanto o tíquete médio atingiu R$ 86,74 mil, aumento de 10,7% na comparação anual.
Leandro Cazeca, especialista em consórcio, considera que a modalidade tem sido impulsionada por fatores econômicos e comportamentais, se destacando também como instrumento de planejamento e crescimento patrimonial. "Hoje, existe mais acesso à informação e maior consciência financeira, o que faz o consumidor entender a vantagem de se planejar e aguardar um pouco mais ao invés de atender a um impulso por meio de financiamentos caros".
Para o especialista, a busca por alternativas de acesso ao crédito, em um cenário onde o custo do dinheiro está elevado, torna o consórcio mais atrativo no longo prazo, especialmente por não ter juros. "Os juros elevados nos financiamentos afastam muitas pessoas do crédito tradicional, e por outro lado existe uma mudança clara no comportamento do consumidor que está mais consciente, mais planejador e menos impulsivo", observa.
O relatório da ABAC conclui que o desempenho do sistema de consórcios em 2025 reflete a ampliação da modalidade em diferentes segmentos e a consolidação do mecanismo como alternativa para aquisição planejada de bens e serviços. A entidade avalia que o avanço acompanha a maior adoção do planejamento financeiro pelos consumidores e o aumento gradual da participação do consórcio nas decisões de consumo e investimento.
Previsibilidade e planejamento financeiro
Leandro Cazeca ressalta que, por não trabalhar com juros, mas com taxa de administração, o consórcio torna o custo final mais equilibrado no longo prazo, se comparado a outras modalidades de compra — o que oferece previsibilidade. Além disso, ele acrescenta que, por não exigir entrada, a modalidade facilita o planejamento econômico sem a necessidade de uma descapitalização inicial.
"O acesso ao crédito é construído ao longo do tempo por meio das parcelas, o que impõe disciplina financeira e, ao mesmo tempo, permite organizar a aquisição de um bem sem comprometer a renda de forma excessiva. O consorciado define um crédito alinhado ao seu objetivo e uma parcela que caiba no seu orçamento, evitando decisões por impulso e construindo um planejamento mais estruturado — sem a pressão imediata e o alto custo dos financiamentos tradicionais", explica o especialista.
Segundo o profissional, o consórcio atende desde quem busca adquirir o primeiro bem até quem deseja otimizar a gestão do seu patrimônio. Para ele, o modelo representa uma porta de entrada viável para os consumidores de primeira compra, enquanto pode ser uma ferramenta de planejamento para quem tem um perfil intermediário — já possui renda, mas enfrenta desafios na organização financeira.
O especialista também aponta o papel estratégico do consórcio para investidores ou pessoas que possuem patrimônio. "Em vez de utilizar recursos próprios para uma aquisição, o cliente pode acessar o crédito e preservar seu capital, mantendo seus investimentos e tomando decisões financeiras mais eficientes".
Em fevereiro de 2026, os participantes ativos do sistema de consórcios atingiram 12,85 milhões, crescimento de 12,6% em relação ao mesmo mês de 2025, enquanto as vendas somaram 873,09 mil cotas no acumulado de janeiro e fevereiro, alta de 8,8%. Dados da ABAC também apontam avanço de 15,5% nos créditos comercializados e de 2,7% no tíquete médio.
De acordo com Leandro Cazeca, alguns mitos ainda cercam o modelo de consórcio, como a ideia de que a contemplação demora demais ou depende apenas de sorte. Segundo ele, existem diferentes formas de contemplação, e o prazo pode variar de acordo com estratégia, perfil do grupo e planejamento do cliente. "Quando bem orientado, o consórcio deixa de ser uma espera passiva e passa a ser uma construção estratégica".
Conforme pontua o especialista, a visão de que o consórcio serve apenas para aquisição de bens ainda limita o modelo, e reforça que ele pode ser direcionado para estratégias com foco em investimento, por exemplo, a partir do momento em que a cota é contemplada, e dependendo da forma como essa carta é utilizada.
"O consórcio vem sendo aplicado como uma ferramenta de crescimento e expansão patrimonial, explorando oportunidades que vão além do uso tradicional. Seja para aquisição, planejamento ou estratégia patrimonial, o consórcio precisa estar alinhado ao objetivo do cliente; por isso, é fundamental buscar informação e uma assessoria especializada. O potencial do modelo não está apenas no produto em si, mas na forma como ele é estruturado e utilizado", enfatiza Leandro Cazeca.
Para 2026, a ABAC projeta manutenção do crescimento do sistema de consórcios, com possibilidade de resultados semelhantes ou superiores aos registrados no ano anterior. A entidade estima expansão de até 11,0%, com expectativa de novos recordes de adesões, negócios e participantes, apoiada na continuidade da demanda pela modalidade e no avanço do planejamento financeiro entre consumidores.
Para mais informações, basta acessar leandrocazeca.com.br/ e seguir o perfil de Leandro Cazeca no Instagram: https://www.instagram.com/leandrocazeca/
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