Procedimentos estéticos não invasivos para rejuvenescimento facial são os mais realizados no mundo. Segundo o ISAPS Global Survey 2024, o rejuvenescimento da pele ocupa a quarta posição global entre os procedimentos não cirúrgicos, registrando crescimento de 38,9% entre 2023 e 2024. No Brasil, a procura também acompanha a tendência internacional e aparece entre os três procedimentos não invasivos mais realizados, o que tem impulsionado o desenvolvimento de tecnologias voltadas à qualidade da pele e à recuperação tecidual.
Nesse contexto, o ultrassom terapêutico de 5 Mhz e 10 Mhz ganha espaço em protocolos estéticos por sua capacidade de estimular processos fisiológicos nos tecidos cutâneos. A tecnologia utiliza ondas mecânicas que se propagam pelas camadas da pele e podem gerar efeitos térmicos e mecânicos capazes de favorecer circulação local, atividade metabólica celular e reorganização de estruturas da matriz extracelular, fatores associados à melhora da qualidade da pele.
Novo equipamento amplia aplicações do ultrassom facial
A evolução dessas tecnologias também têm impulsionado o lançamento de equipamentos desenvolvidos especificamente para protocolos faciais. Recentemente, a indústria brasileira de tecnologias eletromédicas IBRAMED anunciou o iLift, equipamento de ultrassom terapêutico voltado à estética facial que incorpora recursos adicionais de eletroterapia.
Segundo a empresa, além da modalidade de ultrassom, o equipamento permite a utilização de correntes terapêuticas amplamente empregadas na estética clínica, como Aussie, Russa, TENS, FES, microcorrente e corrente polarizada. Essa combinação possibilita a realização da chamada terapia combinada, técnica que associa estímulos mecânicos e elétricos para potencializar respostas fisiológicas nos tecidos.
Segundo Patrícia Brassolatti, fisioterapeuta e pesquisadora da área de eletrotermofototerapia, a integração de diferentes recursos terapêuticos acompanha a evolução dos protocolos clínicos na estética.
"A associação entre ultrassom terapêutico e correntes eletroterapêuticas permite estimular diferentes estruturas do tecido de forma complementar. Essa integração amplia as possibilidades terapêuticas e contribui para protocolos mais completos voltados à qualidade da pele", afirma.
Frequências específicas ampliam precisão em tratamentos faciais
Outro aspecto observado no desenvolvimento recente dessas tecnologias é o uso de frequências específicas para aplicações faciais. Equipamentos projetados para trabalhar em diferentes frequências permitem modular a profundidade de atuação do ultrassom nos tecidos.
No caso do iLift, o equipamento opera com frequências de 5,5 MHz e 10,10 MHz, o que permite atuação em diferentes camadas cutâneas. Frequências mais elevadas são frequentemente utilizadas em tratamentos faciais por favorecerem uma atuação mais superficial e controlada.
De acordo com Brassolatti, esse tipo de abordagem permite maior precisão na condução dos protocolos estéticos.
"Frequências mais altas possibilitam uma atuação direcionada nas camadas mais superficiais da pele, o que é particularmente relevante em tratamentos faciais. Isso contribui para intervenções mais específicas dentro da estética baseada em evidências", explica.
Tecnologia aplicada ao preparo e recuperação da pele
Além do rejuvenescimento facial, tecnologias baseadas em ultrassom terapêutico também têm sido utilizadas em protocolos de preparação tecidual antes de procedimentos estéticos e em processos de recuperação após intervenções dermatológicas.
A estimulação mecânica promovida pelas ondas ultrassônicas pode favorecer a oxigenação dos tecidos e estimular processos relacionados à reorganização da matriz extracelular, fatores associados à regeneração cutânea.
Com a expansão global da estética não invasiva e a evolução das tecnologias eletromédicas, recursos como o ultrassom terapêutico tendem a ocupar um papel cada vez mais relevante nos protocolos clínicos voltados ao rejuvenescimento facial, integrando diferentes estímulos biofísicos para promover respostas fisiológicas nos tecidos.
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