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Centro de São Paulo tem menor número de homicídios e roubos em 26 anos

Resultados do primeiro trimestre mostram o enfraquecimento dos crimes na região central de São Paulo

30/04/2026 16h47
Por: Redação Fonte: Secom SP
No período, foram contabilizados oito homicídios na área da 1ª Delegacia Seccional, responsável pelas ocorrências no centro da capital
No período, foram contabilizados oito homicídios na área da 1ª Delegacia Seccional, responsável pelas ocorrências no centro da capital

O centro de São Paulo vive uma nova realidade na segurança pública, com aumento do policiamento ostensivo e fortalecimento de operações policiais no combate aos crimes patrimoniais e contra a vida. Como resultado, a região apresentou no primeiro trimestre do ano os menores números de homicídios e roubos da série histórica, iniciada em 2001.

“As reduções históricas registradas no centro são resultado de um trabalho contínuo e integrado das forças de segurança desde o início da gestão, com reforço policial nas ruas, uso de inteligência e foco na desarticulação de organizações criminosas. Essas ações tornaram a região menos atrativa para a prática de crimes e foram determinantes para o enfraquecimento do tráfico e o fim do fluxo de dependentes”, disse o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.

No período, foram contabilizados oito homicídios na área da 1ª Delegacia Seccional, responsável pelas ocorrências no centro da capital. O índice corresponde a menos da metade do verificado no mesmo intervalo de 2025, quando houve 18 registros. Em março, foram quatro ocorrências, mesmo total do ano passado.

Latrocínios recuam de dois para um caso em 3 meses

Os crimes patrimoniais também apresentaram quedas expressivas entre janeiro e março, com destaque para os roubos de carga e de veículos, que recuaram ao menor nível em 26 anos na região.

Os roubos de veículos passaram de 51 casos no ano passado para 24 este ano, baixa de 52,9%, enquanto os de carga caíram pela metade, de 28 para 14 ocorrências. Já os roubos em geral baixaram 12,3%, de 4.056 para 3.556 no comparativo, o segundo menor patamar em 26 anos.

“A Polícia Civil ampliou a capacidade investigativa na região central, identificando também receptadores e financiadores da cadeia criminosa. Essa atuação enfraqueceu a estrutura dos grupos e contribuiu para aumentar a segurança no centro para moradores, comerciantes e frequentadores”, complementa o delegado titular da 1ª Delegacia Seccional, Carlos Eduardo Carvalho.

Em relação aos furtos em geral, foram registrados 14.155 casos no período de três meses, queda de 8,8% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior, quando houve 15.534 ocorrências. Já os furtos de veículos atingiram a segunda menor marca desde 2001, com 644 registros no período, redução de 17,5% no comparativo.

Fim do fluxo de dependentes

A redução dos indicadores também está associada à desmobilização do fluxo de dependentes químicos no centro de São Paulo, que se concentrava em áreas dos 3º e 77º Distritos Policiais (Campos Elíseos e Santa Cecília, respectivamente). Em maio, o esvaziamento da região completará um ano.

De acordo com o tenente-coronel Major Vilardi, do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), o resultado é consequência de ações integradas de segurança, que levaram à prisão de lideranças ligadas ao abastecimento do tráfico local e a interceptação de entorpecentes antes da chegada às cenas abertas de uso.

Com a diminuição da concentração de usuários na região, também foi observada a redução da incidência de delitos associados, como pequenos furtos e roubos.

O reforço operacional incluiu ainda a ampliação do patrulhamento, inclusive com motocicletas, a instalação de novas unidades policiais e a intensificação de investigações sobre estabelecimentos como ferro-velhos, hotéis e pensões utilizados em atividades relacionadas à lavagem de dinheiro do tráfico.

As Polícias Civil e Militar também passaram a qualificar os usuários do fluxo, separando o criminoso do dependente químico, que eram encaminhados ao Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas, do Governo de São Paulo.

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