Datas como Dia das Mães, Dia dos Namorados e Festas Juninas impulsionam o faturamento do varejo brasileiro todos os anos. De acordo com o Índice Cielo de Varejo Ampliado (ICVA), o varejo brasileiro vendeu 6,3% mais no Dia das Mães em 2025 do que no período equivalente de 2024, alta puxada pelas vendas online, que cresceram 11,8%, enquanto o varejo físico teve alta de 5,7%.
No entanto, esse crescimento nas vendas costuma estar acompanhado de um problema recorrente: a incapacidade de muitas empresas em lidar com o aumento do volume de atendimento. Segundo a plataforma de gestão de atendimento Milvus, durante esses períodos cresce significativamente o número de contatos de clientes, com dúvidas sobre pedidos, solicitações de troca, acompanhamento de entregas, reclamações e suporte pós-venda.
Inclusive, o estudo CX Trends 2025 aponta que entregas atrasadas (24%) ou não realizadas (21%), problemas no atendimento (20%) e falta de retorno sobre reclamações e solicitações (18%) estão entre as principais razões da insatisfação dos consumidores em suas experiências de compra.
Com solicitações chegando simultaneamente por canais como WhatsApp, chat, e-mail e sistemas internos, o atendimento fica fragmentado. Muitas empresas varejistas ainda operam de forma descentralizada, o que dificulta o controle das interações, gera retrabalho e compromete a experiência do usuário final.
Felix Schultz, diretor e sócio-fundador da plataforma de gestão de atendimento Milvus, recomenda que as empresas trabalhem como um ambiente unificado, no qual todas essas interações sejam consolidadas e transformadas em registros estruturados, possibilitando que cada solicitação tenha um acompanhamento ao longo de todo o ciclo. "Ao adotar a lógica de gestão por tickets formais para cada solicitação, como é o caso da Milvus, por exemplo, é possível obter rastreabilidade das demandas e visibilidade sobre a operação, o que facilita a priorização de atendimentos, a distribuição entre equipes e o monitoramento de desempenho", esclarece.
De acordo com Felix, o erro mais comum está na forma como as empresas de varejo se preparam para datas de alta demanda. "O foco costuma estar em campanhas e estoque, enquanto o atendimento é subestimado. Muitos gestores projetam o crescimento das vendas, mas não dimensionam o impacto disso no atendimento. O resultado é uma sobrecarga operacional que compromete a experiência do cliente", observa.
Falta de organização gera gargalos e retrabalho
Felix argumenta que, se não houver uma base estruturada, as demandas chegam por múltiplos canais e acabam sendo tratadas de forma descentralizada, dificultando o controle da operação. "Soluções como as fornecidas pela Milvus atuam justamente nesse ponto: ao centralizar os chamados em um único ambiente, a empresa passa a registrar, organizar e acompanhar cada solicitação até a sua resolução. Isso permite distribuir automaticamente os atendimentos por equipe, área ou prioridade, reduzindo filas e retrabalho", explica.
Além disso, a automação de respostas para demandas recorrentes, com apoio de inteligência artificial (IA), ajuda a reduzir o tempo de atendimento e a sobrecarga das equipes.
Com consumidores cada vez mais exigentes e conectados, a qualidade do atendimento passou a influenciar diretamente os resultados das empresas. "A venda não termina no fechamento do pedido. Se o atendimento falha depois disso, o impacto é imediato, seja na satisfação do cliente ou na reputação da marca", afirma Felix.
Eficiência em períodos de alta demanda
Empresas que não estruturam seus processos tendem a enfrentar gargalos operacionais nos períodos de alta demanda, segundo Felix, enquanto aquelas que investem em organização e tecnologia conseguem sustentar o crescimento com mais eficiência.
Esse modelo ganha relevância à medida que as operações se tornam mais complexas e dependentes de múltiplos pontos de contato. Ao integrar os canais em uma única interface, a empresa reduz a dispersão de informações e cria uma base mais consistente para a tomada de decisão. Para o usuário final, a experiência permanece simples, muitas vezes restrita a um canal já consolidado como o WhatsApp, enquanto, nos bastidores, a operação passa a ser conduzida de forma estruturada.
Outro eixo da solução está na automação de processos, apoiada por recursos de IA. A plataforma permite automatizar etapas como triagem de solicitações, respostas a demandas recorrentes e encaminhamento de chamados para áreas específicas, reduzindo o tempo de resposta e a sobrecarga das equipes. Esse tipo de funcionalidade tem se tornado essencial em operações com alto volume de interações, especialmente no varejo, onde picos de demanda podem pressionar a estrutura de atendimento.
Tecnologia Alta inadimplência faz empresas visarem automatizar cobrança
Tecnologia IA impulsiona tomada de decisões no marketing
Tecnologia Conectel expande projeto “Conexão do Bem” para São Paulo
Tecnologia Programa de aceleração impulsiona marcas de consumo
Tecnologia Insegurança leva brasileiros a proteger imóveis