O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), iniciou nesta quinta-feira (23) a distribuição gratuita de 2 mil exemplares de um guia com orientações sobre incêndios florestais e ampliou as ações preventivas em todo o estado durante a fase amarela da Operação SP Sem Fogo, que antecede o período crítico de estiagem.
O material será entregue a produtores rurais, gestores de áreas naturais, prefeituras e comunidades do entorno de regiões com vegetação, com foco nas áreas mais vulneráveis, para orientar sobre medidas de prevenção e procedimentos em caso de incêndio.
O guia reúne orientações práticas para o dia a dia no campo, como manutenção de aceiros, monitoramento de áreas de risco, acompanhamento das condições climáticas e articulação com vizinhos e órgãos públicos, além de instruções claras sobre como agir durante e após ocorrências, incluindo o acionamento das autoridades e o registro de danos.
O conteúdo também reforça comportamentos essenciais para evitar focos de incêndio, como não utilizar fogo para limpeza de áreas, evitar fogueiras próximas à vegetação e denunciar práticas ilegais, como a soltura de balões.
Além da versão impressa, o guia também estará disponível em formato digital. O material pode ser consultado no site da Semil em: https://semil.sp.gov.br/sma/sp-sem-fogo/ .
A fase amarela da Operação SP Sem Fogo, entre abril e maio, concentra ações de prevenção e planejamento para o enfrentamento dos incêndios florestais. Entre as principais medidas estão o treinamento de equipes, a revisão de planos de contingência, a mobilização de atores locais e as ações de comunicação e conscientização da população.
A Semil amplia a capacitação de agentes públicos e da sociedade por meio de um curso gratuito on-line de prevenção e combate a incêndios florestais, com cerca de 11 horas de duração e certificação. O curso está disponível em: https://semil.sp.gov.br/educacaoambiental/2025/08/prevencao-e-combate-a-incendios-florestais/
Outro eixo da operação são as oficinas preparatórias regionais, realizadas em parceria com a Defesa Civil. Os encontros reúnem representantes municipais, consórcios intermunicipais e órgãos ambientais para alinhar estratégias, fortalecer a atuação integrada e preparar equipes locais para o período mais crítico.
Paralelamente, a Semil intensificou as ações de fiscalização preventiva no entorno de unidades de conservação prioritárias. Com base em estudo técnico e na escuta qualificada dos gestores de 34 unidades, foram definidas medidas específicas para cada território. As ações compreendem a realização de vistorias em propriedades rurais, a notificação de concessionárias de rodovias e o desenvolvimento de atividades de orientação junto às comunidades do entorno. As iniciativas encontram-se em execução, com previsão de continuidade até o final de junho.
“O sucesso da operação depende diretamente desse momento de preparação. É na fase amarela que conseguimos organizar as equipes, capacitar os agentes e atuar junto aos municípios para reduzir os riscos antes do período mais seco do ano”, afirma Jônatas Trindade, subsecretário de Meio Ambiente da Semil.
A Fundação Florestal acompanha de forma contínua as condições climáticas em todo o território paulista e, desde o início do ano, adota medidas preventivas e de reforço operacional, com foco nas regiões mais suscetíveis.
Entre as principais ações está a contratação de 243 brigadistas temporários, que atuam na prevenção e no combate a incêndios florestais em Unidades de Conservação e áreas protegidas em todas as regiões do estado, ampliando a capacidade de resposta no período mais crítico.
Os profissionais passam por etapas de seleção com testes físicos e treinamento específico e atuam nos meses de maior incidência de queimadas, o que fortalece o manejo integrado do fogo e a presença operacional em campo.
Além do reforço das equipes, a Fundação Florestal amplia a estrutura de combate com a aquisição de 25 novas viaturas, além de equipamentos e maquinários, como tratores para manutenção de aceiros, fundamentais para conter o avanço do fogo.
Na frente preventiva, terão início ações de queima prescrita em diversas regiões, técnica controlada utilizada para reduzir o acúmulo de material combustível e evitar incêndios de grande proporção. O Estado também conta com monitoramento contínuo por sistemas de satélite, que permitem detectar focos de calor com rapidez e enviar alertas em tempo real. Ferramentas de inteligência apoiam a previsão do comportamento do fogo e orientam o dimensionamento das equipes de combate.
“Atuamos de forma antecipada e estruturada para reduzir riscos e ampliar nossa capacidade de resposta. O reforço das equipes em campo, aliado ao uso de tecnologia, monitoramento contínuo e ações preventivas como a queima prescrita, nos permite agir com mais precisão e eficiência. Nosso foco é proteger as Unidades de Conservação, preservar a biodiversidade e garantir mais segurança para a população, especialmente no período mais crítico de estiagem”, afirma Rodrigo Levkovicz, diretor-executivo da Fundação Florestal.
Os resultados mais recentes da Operação SP Sem Fogo reforçam a importância das ações preventivas. Em 2025, o Estado de São Paulo registrou a maior redução no índice de queimadas da sua história.
Durante o período crítico da estiagem, entre junho e outubro, houve queda de 91% na área queimada em unidades de conservação e redução de 50% no número de focos de incêndio, em comparação com o ano anterior. Foram registrados 102 focos e 2.908 hectares atingidos, frente a 205 focos e 32.377 hectares em 2024.
Além dos resultados alcançados em 2025, o desempenho da operação é resultado direto do conjunto de ações estruturadas ao longo de 2024, quando o Estado reforçou a prevenção em todo o território paulista. No período, foram realizados 25 eventos de capacitação, que alcançaram cerca de 2.600 participantes e envolveram 450 municípios nas ações de formação e treinamento de brigadas. A operação também ampliou sua capilaridade, com 390 municípios aderentes, o equivalente a 60% do total do estado. Na frente de fiscalização, foram registradas 545 autuações por uso irregular do fogo, que resultaram em R$ 20,5 milhões em multas, além da execução de cerca de 1.600 quilômetros de aceiros em unidades de conservação, fortalecendo a estrutura de prevenção e resposta no período de estiagem.
“O resultado que alcançamos no último ano mostra que esse trabalho contínuo de prevenção, planejamento e atuação integrada faz diferença. Nosso objetivo é manter essa trajetória, com fiscalização estratégica, presença em campo e resposta rápida”, destaca André Rocha, diretor de Proteção e Fiscalização Ambiental (DPFA) da Semil.
A Operação SP Sem Fogo é a estratégia do Governo do Estado de São Paulo para prevenir e combater incêndios florestais. coordenada pela Semil, a iniciativa integra diferentes órgãos, como Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar Ambiental, Fundação Florestal e Cetesb, além de prefeituras e concessionárias de rodovias.
A operação é estruturada em fases ao longo do ano, com ações específicas de prevenção, preparação e resposta. A fase amarela, que ocorre entre abril e maio, concentra esforços no planejamento e na redução de riscos, antecedendo o período mais crítico da estiagem, quando as condições climáticas favorecem a ocorrência de incêndios.
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