Com a chegada da estação mais fria do ano, o varejo de moda feminina entra em uma das temporadas mais aguardadas do calendário comercial brasileiro. O inverno de 2026 tem início previsto para 20 de junho e, segundo projeções do IEMI – Inteligência de Mercado, o setor deve comercializar 1,85 bilhão de peças entre maio e agosto, crescimento de 0,65% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram comercializadas aproximadamente 1,84 bilhão de peças.
As vendas devem alcançar R$ 63,34 bilhões no período, alta de 4,2% sobre os R$ 60,79 bilhões registrados na temporada anterior. O IEMI considera a projeção conservadora, levando em conta fatores externos como a guerra no Oriente Médio, que pressiona o preço do petróleo, questões políticas em ano eleitoral e a proximidade da Copa do Mundo.
Sobre esse cenário, Clarice Oliveira, consultora de moda da Anellimn, afirma que o interesse das consumidoras por peças de qualidade e versatilidade cresce a cada inverno. "As clientes chegam em busca de uma blusa de frio feminina que resolva do dia a dia ao look mais elaborado, sem abrir mão do estilo", afirma.
A consultora acrescenta que o comportamento da consumidora reflete o cenário projetado para a temporada. "O inverno 2026 confirma o que já observamos na prática: a consumidora brasileira está mais seletiva, mas não abre mão de renovar o guarda-roupa na estação. Ela pesquisa mais, compara mais e escolhe peças que entreguem qualidade e versatilidade ao mesmo tempo", diz.
O movimento acompanha o que o IEMI identifica como uma transição do varejo de moda para um estágio de racionalidade estratégica, no qual o consumidor mais criterioso passa a determinar o ritmo das vendas na temporada de inverno de 2026.
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