A rápida expansão da inteligência artificial no mercado de trabalho tem impulsionado instituições de ensino a reestruturar seus currículos e ampliar a oferta de cursos voltados à área. Relatórios da ONU projetam que o mercado global de IA deve atingir quase cinco trilhões de dólares até 2033, evidenciando a dimensão econômica da tecnologia e seu impacto em diferentes setores.
No Brasil, o cenário acompanha essa tendência. Dados da Gupy indicam que a busca por profissionais com conhecimento em IA cresceu 306% nos últimos anos, reforçando a importância de formar talentos qualificados.
Em meio a esse movimento, a FIAP, escola e centro universitário, aposta em uma jornada educacional contínua, que vai do ensino básico à pós-graduação na área de tecnologia e inteligência artificial. Segundo o pró-reitor da instituição, Wagner Sanchez, o modelo educacional permite tanto uma jornada contínua quanto entradas em diferentes etapas. "O aluno pode iniciar no curso técnico e progredir até o MBA, aprimorando-se continuamente, ou pode ingressar diretamente na graduação ou pós-graduação, conforme sua necessidade. É um modelo adaptável", afirma.
A estratégia foi ampliada recentemente com a introdução de disciplinas de inteligência artificial já no ensino fundamental, com foco em aplicações práticas no cotidiano. A proposta, de acordo com o pró-reitor, parte do entendimento de que o domínio da tecnologia tende a se tornar uma competência básica. "Acreditamos que, mesmo sem terem escolhido suas profissões, esses alunos já precisam da inteligência artificial, que é essencial hoje e ainda mais para o futuro profissional", adiciona.
O avanço da instituição na área também se reflete no lançamento de dois novos cursos de graduação voltados à IA. A decisão, segundo Sanchez, foi baseada em um mapeamento de mercado e análise de lacunas na formação disponível. "O objetivo da FIAP é ser a grande referência: se alguém quer aprender IA, o lugar é aqui".
As novas graduações foram estruturadas para atender a diferentes perfis profissionais. Enquanto o curso de Inteligência Artificial mantém foco na formação técnica aprofundada, voltada ao desenvolvimento de algoritmos e modelos, os novos programas ampliam o escopo de atuação. A graduação em Gestão de IA é direcionada a profissionais interessados em aplicar a tecnologia nos negócios, mesmo sem atuação direta em programação. Já o curso de Agentes Inteligentes foca na criação de sistemas autônomos capazes de executar tarefas e tomar decisões.
A diversificação dos cursos acompanha uma mudança no perfil profissional demandado pelo mercado. De acordo com Wagner Sanchez, cresce a busca por especialistas que combinem conhecimento técnico com capacidade de aplicação prática da IA em diferentes setores. "A demanda por desenvolvedores tradicionais está dando lugar a profissionais que dominam a IA em suas respectivas áreas — seja no design, medicina ou tecnologia", ressalta.
Apesar do avanço da automação, a substituição de empregos pela inteligência artificial ainda é vista com cautela. Para Sanchez, atividades repetitivas tendem a ser mais impactadas, enquanto funções que exigem conhecimento contextual e tomada de decisão permanecem dependentes da atuação humana. Nesse contexto, a formação em inteligência artificial se consolida como diferencial competitivo no mercado de trabalho. "Profissionais que dominam a IA tendem a se adaptar melhor às mudanças do mercado, enquanto aqueles em funções mais repetitivas podem enfrentar maior impacto da automação", conclui o pró-reitor.
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