O crédito com garantia de imóvel, conhecido como home equity, tem ampliado sua participação no mercado financeiro brasileiro e atraído novas instituições. Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), divulgados em novembro de 2025, indicam que a modalidade já movimentou mais de R$ 24 bilhões no país, impulsionada pela busca por linhas de crédito com juros mais baixos e prazos mais longos em comparação a opções sem garantia.
O avanço ocorre em um ambiente marcado por custos financeiros elevados e maior seletividade na concessão de crédito. Nesse contexto, soluções lastreadas em garantias reais tendem a ganhar relevância por reduzir o risco das operações e oferecer maior previsibilidade tanto para tomadores quanto para instituições financeiras. Segundo a Abecip, apesar do crescimento recente, o home equity ainda representa uma parcela limitada do estoque total de crédito no Brasil, o que indica espaço para expansão, especialmente em cenários de maior estabilidade macroeconômica e segurança jurídica.
Esse movimento tem estimulado parcerias entre bancos e fintechs especializadas. O Banco Fibra anunciou, em parceria com a fintech CashMe, o lançamento de uma linha de home equity voltada a pessoas físicas e jurídicas. O banco atua na distribuição da solução, enquanto a CashMe é responsável pela estrutura operacional.
Segundo Eduardo Antonelli, diretor de Negócios e Estratégia Comercial do Banco Fibra, a iniciativa acompanha uma mudança estrutural no mercado de crédito. "O crédito com garantia de imóvel tem ganhado relevância como alternativa de médio e longo prazo, especialmente em momentos de maior restrição ao crédito sem garantia. A parceria permite ampliar o acesso a esse tipo de operação dentro de um modelo já consolidado no mercado", afirma.
Para Magally Aleixo, diretora Comercial da CashMe, a atuação conjunta reflete uma tendência do setor. "Parcerias entre bancos e empresas especializadas têm sido fundamentais para estruturar operações com maior eficiência operacional e aderência regulatória", diz.
Diferentemente do financiamento imobiliário tradicional, o home equity não está vinculado à aquisição de um novo imóvel. A modalidade permite que o tomador utilize um bem residencial ou comercial como garantia, sem necessidade de venda ou desocupação, o que amplia suas possibilidades de uso. Entre empresas, o crédito costuma ser direcionado a capital de giro, expansão de operações, aquisição de estoque e planejamento financeiro de médio e longo prazo. Já entre pessoas físicas, ele aparece como alternativa para consolidação de dívidas, reformas, educação e outros projetos de maior prazo.
A análise de crédito, a avaliação do imóvel, a formalização contratual e o acompanhamento das operações tendem a ser concentrados em estruturas dedicadas, frequentemente com processos digitalizados e assinatura eletrônica, em conformidade com as exigências regulatórias do setor.
Sobre o Banco FibraFundado em 1988, o Banco Fibra faz parte do Grupo Vicunha, um dos maiores conglomerados industriais do Brasil. Especializado na concessão de crédito para pequenas, médias e grandes empresas e com forte atuação na cadeia produtiva do grupo, o Fibra alia tradição e solidez com foco em atender empresas com soluções financeiras sob medida.
Sobre a CashMeA CashMe, fintech do Grupo Cyrela, especializada em crédito com garantia imobiliária, atua no Brasil oferecendo soluções financeiras estruturadas para pessoas físicas e jurídicas. Com operações conduzidas por processos 100% digitais e atendimento consultivo, a empresa já ultrapassou a marca de R$ 5,4 bilhões em crédito concedido, ampliando o acesso ao crédito de forma segura e estruturada. A proposta da fintech é usar patrimônio imobiliário como alternativa estratégica de financiamento ou empréstimo, impulsionando projetos pessoais e empresariais com agilidade e segurança.
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