Uma pesquisa recente do Procon-SP mostra que o mesmo produto pode encarecer em razão de seu formato. Considerando os valores médios coletados na capital, o preço de um tablete e de um ovo de Páscoa (sem brinquedo) equivale, respectivamente, a R$ 131,49 e R$ 291,48 o quilo – diferença de 121,7%.
Realizada em 10 estabelecimentos comerciais das cinco regiões da capital, entre 18 e 19 de março, a pesquisa elaborada pelo Procon-SP também destaca valores de 162 produtos, entre eles azeites, bolos de Páscoa, caixa de bombons, pescados (congelados e in natura), e itens a granel (azeitonas e legumes).
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A maior variação foi em relação ao quilo de filé de pescada. Vendido a granel, ele pode ser encontrado na zona leste a R$ 34,90 e, em outro comércio do centro, a R$ 89,98 – diferença de 157,8%. O quilo do lombo de bacalhau também custa mais que o dobro a depender do estabelecimento: entre R$ 119,90 e R$ 269,98 (125,2%).
Já nas prateleiras dos doces, o Ovo de Páscoa Surpresa Dinossauro (204g) foi encontrado com preços de R$ 49,99 a R$ 85,98 (72,0%). O levantamento também observou que há tablete de chocolate e caixa de bombons com diferenças de preços, respectivamente, entre 100,2% e 91,7%.
Um destaque do relatório é o comparativo entre os preços médios de 136 itens da Ceia de Páscoa em comum nas pesquisas do Procon-SP entre 2025 e 2026, na capital. Em média, os valores subiram 11,16% – muito acima do Índice de Preços ao Consumidor – IPCA do IBGE, que em fevereiro registrou variação de 3,81% no acumulado de 12 meses.
O maior acréscimo ocorreu entre os tabletes de chocolate (31,6%) e nos pescados congelados (28,6%). Por sua vez, valores como azeites e azeitonas tiveram reduções respectivamente de 26,3% e 11,4%.
O levantamento desenvolvido pelo Procon-SP também precifica o valor médio dos ingredientes para receitas do almoço de Páscoa, como o preparo do bacalhau do Porto, o custo de uma refeição com tilápia inteira, postas de salmão, ou corvina, entre outros.
Ao todo, as equipes da fundação estadual – que celebra 50 anos em maio – coletaram preços em 80 comércios de 12 municípios na segunda quinzena de março, incluindo a capital: Araçatuba, Bauru, Campinas, Jundiaí, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Vicente e Sorocaba.
O Procon-SP orienta que o consumidor compare os preços praticados por diferentes estabelecimentos e também considere a relação qualidade, peso e preço do item a ser adquirido.
É preciso avaliar a quem será destinado o chocolate – afinal, idade, gosto, restrições alimentares, entre outras, são questões que não podem ser deixadas de lado no momento da compra. Algumas informações que são obrigatórias na embalagem devem ser observadas com atenção: prazo de validade, composição e peso líquido do produto.
Nos ovos que contêm brinquedos a embalagem deve informar: faixa etária a que se destina; identificação do fabricante (nome, CNPJ, endereço); importador (caso o brinquedo seja importado); instruções de uso e de montagem; eventuais riscos que possam apresentar à criança; selo de segurança Inmetro, que indica que o produto foi fabricado e comercializado de acordo com as normas técnicas.
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