Em um segmento tradicionalmente marcado por operações artesanais, pouca padronização e alta imobilização de capital, a Armis Locadora de Blindados registrou crescimento de 500% no último ciclo anual.
Marinês Henckes Frey, CEO da empresa, afirma que o desempenho foi impulsionado por uma transformação estrutural no modelo de negócios. "O crescimento dos últimos meses é consequência de método, disciplina de execução e gestão inteligente de risco", observa.
A Armis consolidou o conceito de Blindagem como Serviço (BaaS), substituindo a lógica patrimonial da compra pela lógica financeira da locação estruturada. Tradicionalmente associado à aquisição definitiva do veículo (modelo que exige alta imobilização de capital, exposição à depreciação e incertezas na revenda), o setor começa a incorporar alternativas baseadas na prestação de serviço.
A executiva destaca que os contratos estruturados, com manutenção programada e maior previsibilidade operacional, transferem a gestão do ativo para a empresa. Nesse contexto, a blindagem veicular deixa de ser vista apenas como aquisição patrimonial e passa a integrar uma estratégia financeira voltada à preservação de liquidez, à redução de riscos e à contratação de mobilidade segura sob demanda.
Mercado em alta e mudança de perfil
O Brasil registrou, em 2025, o quinto recorde consecutivo no número de veículos blindados, segundo informações noticiadas pela CBN Brasil. Foram quase 43 mil unidades no período, volume cerca de 25% superior ao de 2024. Ainda de acordo com a reportagem, o estado de São Paulo concentra a maioria das blindagens realizadas no país. O índice brasileiro já supera o de países como Estados Unidos e México.
Nesse cenário de expansão, Frey avalia que o crescimento da Armis Mobis acompanha uma mudança no perfil da demanda. Se antes predominava o cliente individual, interessado na aquisição patrimonial do automóvel, agora há avanço do público corporativo, que incorpora a blindagem às estratégias de mobilidade e gestão de risco.
"As empresas passaram a incluir veículos blindados em suas políticas formais de governança e duty of care. Conselheiros e executivos demandam mobilidade segura com SLA definido, controle contratual e previsibilidade de custos", afirma.
Ela acrescenta que houve também maior rigor na análise financeira. O custo total de propriedade (TCO) passou a ter peso mais estruturado na tomada de decisão, favorecendo modelos de locação.
"Algumas empresas conseguem abater até 34% no IRPJ e CSLL somados, e mais 9,25 da soma de PIS e Cofins. Chegando a quase 45% de abatimento no imposto a pagar da sua empresa. Nesse formato, as empresas podem evitar a depreciação do ativo, reduzir despesas com manutenção estrutural e minimizar riscos associados à revenda ou à desmobilização da frota", explica.
Foco em eficiência e expansão seletiva
Após o ciclo recente de expansão, a prioridade da Armis Mobis é sustentar o crescimento com base em eficiência e previsibilidade. "Nosso avanço foi impulsionado pela adoção de uma gestão orientada por dados, com análise preditiva de demanda, monitoramento da ociosidade da frota e métricas rigorosas de retorno sobre ativo (ROA)", compartilha.
A companhia estruturou processos com padrão corporativo, reforçando governança, compliance contratual e controle financeiro, com o objetivo não de ter a maior frota do país, mas de consolidar uma operação mais eficiente, estável e confiável.
Para os próximos ciclos, a Armis Mobis prevê expansão geográfica seletiva em polos empresariais estratégicos, investimento contínuo em telemetria e automação operacional e o fortalecimento da marca no segmento corporativo. "Em mercados especializados, crescer sem estrutura pode comprometer reputação e margem. Apostamos na disciplina financeira como diferencial competitivo de longo prazo", conclui a CEO Marinês Henckes Frey.
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