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Suzano Vigilância Sanitária

Vigilância Sanitária interdita comunidade terapêutica acolhedora no Parque Cerejeiras

Unidade localizada na avenida Pedroso de Morais funcionava sem documentação obrigatória e apresentava condições estruturais consideradas insalubres

13/03/2026 12h08
Por: Redação
Vigilância Sanitária interdita comunidade terapêutica acolhedora no Parque Cerejeiras

A Vigilância Sanitária de Suzano interditou nesta terça-feira (10/03) uma comunidade terapêutica acolhedora que funcionava na avenida Pedroso de Morais, no bairro Parque Cerejeiras. Durante a fiscalização, equipes da administração municipal constataram que o estabelecimento operava sem a documentação exigida para funcionamento e apresentava diversas irregularidades estruturais que comprometiam a segurança e a saúde das pessoas acolhidas no local.

No momento da vistoria, foi identificado que dez pessoas estavam abrigadas na unidade, entre elas indivíduos em tratamento para dependência química e pessoas em situação de rua. Após a interdição do espaço, a Prefeitura iniciou o acompanhamento para garantir a retirada dos acolhidos e a reintegração deles às respectivas famílias. O processo de encaminhamento deve ser concluído até o final desta semana.

Durante a inspeção, os agentes sanitários também encontraram 170 quilos de alimentos fora do prazo de validade ou em condições inadequadas de conservação. Além disso, houve a apreensão de medicamentos que estavam sendo armazenados e possivelmente utilizados sem prescrição de profissional habilitado, o que representa risco à saúde dos residentes.

As condições estruturais do imóvel também foram consideradas inadequadas. Entre as irregularidades identificadas estavam fiação elétrica exposta, o que representa risco de acidentes, além de infiltrações no teto que provocavam goteiras e acúmulo de água no chão. O ambiente foi classificado pelas equipes como insalubre, sem condições mínimas de funcionamento para um espaço destinado ao acolhimento de pessoas em tratamento.

Outro ponto grave constatado durante a fiscalização foi a ausência de documentação básica para a operação da unidade. O local não possuía Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), licença sanitária, responsável técnico, equipe formalmente constituída ou regularização junto a outros órgãos da administração municipal.

A ação foi realizada após uma denúncia encaminhada por meio da Ouvidoria Municipal. A partir da comunicação, a Vigilância Sanitária organizou uma operação de fiscalização que contou com o apoio da Guarda Civil Municipal (GCM) e da Polícia Civil, garantindo segurança durante todo o procedimento.

De acordo com a diretora da Vigilância Sanitária de Suzano, Carmen Lucia Lorente, a operação reforça o compromisso do município com a proteção da saúde pública e com a fiscalização de estabelecimentos que prestam serviços de acolhimento.

“Nosso trabalho é garantir que qualquer estabelecimento de acolhimento funcione dentro das normas sanitárias e legais. Encontramos uma série de irregularidades que colocavam em risco a integridade dos residentes, desde falhas estruturais até a ausência de documentação básica. Diante disso, não havia outra medida possível senão a interdição imediata”, afirmou.

O secretário municipal de Saúde, William Harada, também destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos públicos para combater irregularidades e garantir condições dignas de atendimento à população.

“Quando recebemos uma denúncia dessa natureza, nossa obrigação é agir com rapidez e responsabilidade. A parceria entre a Vigilância Sanitária, a GCM e a Polícia Civil foi fundamental para que a fiscalização ocorresse de forma segura e eficaz”, afirmou o titular da pasta.

A Prefeitura informou que ações semelhantes já foram realizadas neste ano. Em janeiro de 2026, por exemplo, outra comunidade terapêutica que funcionava de forma irregular foi interditada na região do Jardim Brasil, no distrito de Palmeiras.

A administração municipal reforça que denúncias sobre irregularidades em clínicas, instituições de acolhimento ou outros estabelecimentos podem ser encaminhadas à Ouvidoria Municipal pelo telefone 0800-774-2007 ou pelo e-mail ouvidoria@suzano.sp.gov.br.

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