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Polícia de SP prende homem em operação que investiga furto de minérios nobres levados ao exterior

Criminosos alteravam lacres dos contêineres e trocavam a carga por um material inferior; R$ 15 milhões em bens foram bloqueados

06/03/2026 10h36
Por: Redação Fonte: Secom SP
Suspeito integra uma rede criminosa de furto, receptação e lavagem de dinheiro
Suspeito integra uma rede criminosa de furto, receptação e lavagem de dinheiro

A Polícia Civil realizou na quinta-feira (5) uma operação contra uma associação criminosa envolvida com o furto de minérios de alto valor comercial que seriam exportados no Porto de Santos. Um homem de 40 anos foi preso em Suzano, na Grande São Paulo. Cerca de R$ 15 milhões em bens, imóveis e contas bancárias dos envolvidos foram bloqueados.

As investigações realizadas pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 6, apontaram que o suspeito integra uma rede criminosa de furto, receptação e lavagem de dinheiro.

Foto: Reprodução/Secom SP
Foto: Reprodução/Secom SP

Diante das informações, os agentes deflagraram a Operação W74 nas cidades de São Paulo, Cotia e Suzano e cumpriram um mandado de prisão temporária e oito de busca e apreensão.

As apurações tiveram início após suspeitas de fraudes na exportação de cargas de tungstênio e scheelita, minerais derivados do tungstênio, avaliados em aproximadamente R$ 9,3 milhões. Os criminosos estariam alterando os contêineres que transportavam os minérios nobres, substituindo-os por material de baixo valor, como pó de ferro.

De acordo com a Polícia Civil, os criminosos trocavam os lacres originais dos contêineres por lacres clonados para impedir que o comprador percebesse que a carga havia sido trocada, fazendo com que a violação passasse despercebida até o destino final, na Alemanha.

Os agentes também apreenderam na ação três veículos e cerca de 3,6 toneladas de tungstênio. Além disso, a Justiça bloqueou cerca de R$ 15 milhões em bens ligados à organização criminosa. As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos no esquema.

Foto: Reprodução/Secom SP
Foto: Reprodução/Secom SP
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