A WIKA, multinacional alemã especializada em instrumentos de medição industrial, decidiu ampliar sua presença industrial no Brasil com investimento de R$ 100 milhões na construção de uma nova planta em Boituva (SP), movimento que reposiciona a operação brasileira como eixo estratégico para a América Latina.
Com receita global de € 1,3 bilhão, o grupo estabeleceu como meta dobrar o faturamento regional até 2030, com expectativa de alcançar 100% de crescimento no período. A unidade brasileira passa a atuar como centro produtor e exportador para as subsidiárias na Argentina, Chile, Colômbia e México.
Instalada em um terreno de 100 mil m², a nova planta soma 40 mil m² de área construída e emprega cerca de 300 colaboradores. As obras tiveram início em dezembro de 2024 e a operação começou em janeiro de 2026. O projeto foi concebido já prevendo expansão futura, com área que permite a construção de mais dois galpões e um espaço adicional de mais de 40 mil m², destinado à ampliação da capacidade produtiva e de atendimento nos próximos anos.
O investimento integra um processo de reposicionamento estratégico da WIKA na América Latina iniciado em 2023, que redefiniu o papel da operação brasileira dentro do grupo. A estratégia amplia a nacionalização do portfólio, reduz a dependência de importações de outras subsidiárias e fortalece o Brasil como base exportadora. A consolidação da unidade como hub também busca encurtar prazos de entrega, ampliar a oferta de soluções customizadas e fortalecer a presença da companhia em grandes projetos industriais, em um contexto de reconfiguração das cadeias globais de suprimentos e maior regionalização da produção.
"A expansão da planta brasileira tornou-se estratégica para que o país assuma o papel de fabricante e exportador das soluções da companhia para toda a América Latina. Com o acordo MERCOSUL-UE, ampliamos nossa competitividade, com redução de custos operacionais e maior agilidade nos prazos de entrega dentro do bloco", afirma Ricardo Salgado, vice-presidente LATAM da WIKA.
A unidade produz instrumentos de medição de pressão, temperatura, nível e vazão, além de abrigar laboratórios de calibração para pressão, temperatura, dimensional e gás SF6. A planta opera com certificações ISO 9001, ISO 14001 e ISO 17025, habilitando a empresa a atender setores com elevada exigência regulatória e técnica.
Em 2024, iniciou também a fabricação de válvulas industriais, como os modelos monobloco, alívio, agulha e manifold, e da chave magnética BGU, utilizada para detecção de nível em sistemas industriais. A ampliação do portfólio fabricado localmente marca o avanço da estratégia de consolidação do Brasil como centro da operação latino-americana.
Os equipamentos são destinados a segmentos como petróleo e gás, químico e petroquímico, indústrias de base, alimentos, farmacêutico, energia elétrica e fabricantes de máquinas e equipamentos. No setor elétrico, a empresa também atua no monitoramento de gases isolantes utilizados em subestações, como o SF6, tema relevante na agenda de eficiência operacional e redução de emissões.
"Embora a estrutura industrial já existisse há anos na região, a nova planta representa uma expansão significativa, com reorganização de processos e a criação do Centro de Serviços WIKA, ampliando a capacidade de atendimento técnico. A escolha de Boituva considerou fatores logísticos e operacionais, como a proximidade com Iperó — onde reside parte dos colaboradores —, o acesso à Rodovia Castelo Branco e a conexão com a capital paulista, facilitando o relacionamento com clientes e visitantes internacionais", completa Ricardo Salgado.
A inauguração oficial da planta está prevista para 11 de março e deve contar com executivos globais da companhia. Entre os confirmados está o CEO do grupo, Alexander Wiegand. O evento também reunirá autoridades e clientes, reforçando o caráter estratégico da unidade para a companhia.
Negócios Terral firma acordo para projeto no Reserva Jardim Botânico
Negócios Moura lista erros na manutenção da bateria para motos
Negócios Canetas emagrecedoras impulsionam consumo de proteína
Negócios Prestex avança 37% em receita na logística ultraexpressa B2B
Negócios Seconci-DF realiza levantamento sobre riscos psicossociais
Negócios Lend anuncia João Kepler e projeta R$ 100 mi até 2027