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Governo de SP vai restaurar 17 imóveis tombados na região do Novo Centro Administrativo

Edifícios históricos localizados no bairro Campos Elíseos serão restaurados e terão novos usos sociais e culturais

04/03/2026 08h21
Por: Redação Fonte: Secom SP
O leilão da concessão ocorreu nesta quinta-feira (26), na B3, em São Paulo e foi arrematado pelo consórcio MEZ-RZK Novo Centro Foto: Divulgação/Governo de SP
O leilão da concessão ocorreu nesta quinta-feira (26), na B3, em São Paulo e foi arrematado pelo consórcio MEZ-RZK Novo Centro Foto: Divulgação/Governo de SP

Uma cidade que olha para o futuro e, ao mesmo tempo, valoriza sua história. Esse é o princípio que orienta a iniciativa do Governo de São Paulo para recuperar casarões e edifícios tombados nos Campos Elíseos, no centro da capital, como parte do projeto do Novo Centro Administrativo . O leilão da concessão ocorreu no dia 26 de fevereiro, na B3, em São Paulo, e foi arrematado pelo consórcio MEZ-RZK Novo Centro , que apresentou proposta de 9,62% de desconto sobre a contraprestação pública mensal máxima, fixada em R$ 76,6 milhões.

Ao todo, serão restaurados 17 imóveis tombados, que hoje estão subutilizados ou degradados, garantindo sua preservação e destinando-os a novos usos sociais, culturais e de apoio aos serviços públicos. A ação integra um conjunto mais amplo de requalificação urbana planejado para a região, que tem como foco reforçar a vitalidade do centro histórico, atrair circulação e ampliar a oferta de serviços à população.

A Agência SP realizou um levantamento e detalhou os 17 imóveis a serem restaurados no projeto do Novo Centro Administrativo. A lista de edifícios inclui tradicionais casarões, antigos equipamentos públicos e mais. Clique aqui para conferir a lista .

“Esse projeto vai muito além da racionalização administrativa. Estamos tratando de um novo olhar para o centro de São Paulo, que passa pela requalificação urbana com respeito à memória da cidade. Preservar esses imóveis é preservar a identidade paulista”, afirma o secretário de Projetos Estratégicos (SPE), Guilherme Afif.

Com investimentos estimados em R$ 6 bilhões, o projeto elaborado pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) inclui a construção do Novo Centro Administrativo, que reunirá cerca de 22 mil servidores, hoje distribuídos em quase 40 endereços da capital. Além de modernizar a gestão pública e reduzir custos operacionais, o projeto tem como eixo central a preservação e valorização do patrimônio, seguindo diretrizes dos órgãos de proteção e promovendo o uso qualificado desses espaços.

Os imóveis que serão restaurados são, em sua maioria, antigas residências construídas entre o final do século XIX e início do século XX, muitas delas projetadas por nomes como o arquiteto Pedro de Mello e Souza. Os edifícios apresentam elementos típicos da arquitetura eclética e neoclássica da época, como alpendres laterais, recuos em todos os lados do terreno, terraços com balaustradas e uso de materiais nobres.

Entre os destaques estão a Casa da Solidariedade, a antiga residência de Bento de Almeida Prado e o edifício da Fundunesp, construído para Chiquinha Ribeiro do Val, ambos com localização privilegiada no entorno do Palácio dos Campos Elíseos.

Casa da Solidariedade, localizada na rua Guaianases. Foto: Pablo Jacob/Governo de São Paulo
Casa da Solidariedade, localizada na rua Guaianases. Foto: Pablo Jacob/Governo de São Paulo

Preservação histórica no centro

O Palácio dos Campos Elíseos , símbolo da história política paulista, construído no fim do século XIX, é um dos principais prédios históricos que seguirá mantido no projeto e servirá como um grande salão de recepção do governador para ocasiões solenes, como recepção a chefes de Estado e cerimônias oficiais. A Secretaria de Justiça e Cidadania foi transferida para o local no final de 2024, marcando mais um passo do Governo na requalificação do bairro.

A maioria dos imóveis tombados que compõem a região do projeto da nova sede administrativa são antigas residências e fazem parte da paisagem urbana entre as ruas Guaianazes, Avenida Rio Branco e Alamedas Glete e Ribeiro da Silva. As obras de restauro permitirão usos diversos, definidos conforme as regras contratuais e diretrizes dos órgãos de patrimônio, contribuindo para devolver vitalidade e função a esses espaços.

Um dos 17 edifícios de grande relevância que será preservado é o prédio da Unidade Regional de Ensino Centro – Oeste, localizado na Avenida Rio Branco. Erguida originalmente como residência de alto padrão, entre o final do século XIX e início do XX, a construção eclética impressiona pelos detalhes refinados na fachada. O imóvel faz parte de um conjunto arquitetônico homogêneo e será mantido com suas características originais.

Além da nova sede administrativa, o projeto prevê a construção, na chamada Quadra 25, de um Centro de Convenções, com salas multiusos para eventos e teatro, que será compartilhado entre o Estado e o parceiro privado.

“Queremos que esse equipamento ajude a fortalecer os polos culturais e turísticos do centro, com atividades abertas à população e que fomentem o desenvolvimento socioeconômico para quem mora, trabalha e vive na área ”, destaca Afif. A iniciativa integra um conjunto de ações que unem funcionalidade, recuperação urbana e respeito à história, contribuindo para transformar o centro de São Paulo em um território mais integrado e valorizado.

Aprovação da população ao Novo Centro

A mudança do Centro Administrativo para o coração da capital paulista também tem a aprovação da população da cidade . Uma pesquisa do Instituto Datafolha, que entrevistou 1.564 pessoas, revelou que 83% dos moradores ou trabalhadores a região central acreditam que a região ficará mais segura, além de esperar melhorias na limpeza urbana (80%), na oferta de empregos (74%), no turismo da região (70%) e nas condições de moradia (55%).

Para a população em geral da cidade, 64% dos paulistanos consideram a mudança ótima ou boa e 77% dos paulistanos acreditam que haverá melhores condições de segurança. Além disso, entre 79% a 84% avaliam que o projeto traz mais benefícios do que prejuízos para moradores, comerciantes, trabalhadores e para a cidade.

Programa de Parcerias de Investimentos (PPI-SP)

O projeto do Novo Centro Administrativo faz parte do PPI-SP, uma iniciativa do Governo do Estado que visa ampliar as oportunidades de investimento, emprego, desenvolvimento socioeconômico, tecnológico, ambiental e industrial em São Paulo.

Com foco nas áreas de Rodovias, Mobilidade, Social e Água/Energia, o PPI-SP está realizando o maior e mais completo programa de investimentos com a iniciativa privada da história de São Paulo, beneficiando a população paulista e impulsionando o crescimento econômico regional. Ao todo, são mais de 30 projetos qualificados e uma carteira de mais de R$ 550 bilhões em investimentos.

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