Com 85% de seu território protegido por áreas de Mata Atlântica, Ilhabela foi palco neste sábado (28) da 13ª etapa do Verão no Clima 2025/26. A iniciativa do Governo de São Paulo reforçou a importância da educação ambiental permanente em um dos principais destinos turísticos do litoral paulista, unindo esporte, cultura e mobilização social na Praia do Perequê.
A programação começou às 7h, com a corrida que abriu oficialmente as atividades do dia. Às 9h, voluntários participaram do tradicional mutirão de limpeza, contribuindo para a preservação da orla e reforçando o impacto coletivo do projeto, que já ultrapassou a marca de 2,5 toneladas de resíduos coletados ao longo das etapas desta edição.
A partir das 10h, o público acompanhou bate-papos com organizações da sociedade civil e instituições parceiras, que apresentaram iniciativas voltadas à conservação ambiental. Também fizeram parte da programação aulas de zumba e fit dance, além das apresentações da banda marcial/fanfarra com o Coletivo Jovem BAMIF e shows das bandas 4 Vidas e Velhos Demais, animando a arena com repertório de rock nacional e internacional.
Participaram das atividades o Instituto Viva Verde Azul, a Fundação Florestal, Cetesb, Instituto Argonauta e o Projeto Mútua, do Crea, ampliando o diálogo com a população sobre proteção da biodiversidade marinha, gestão de resíduos e responsabilidade socioambiental.
A diretora de Educação Ambiental da Semil, Lara Costa, destacou a importância estratégica da etapa no município. “Ilhabela é uma das etapas mais simbólicas do projeto. Estamos falando de um município com cerca de 85% do território preservado, muito graças ao trabalho conjunto entre Estado e Município e à importância do Parque Estadual de Ilhabela para a conservação da Mata Atlântica. Manter esse patrimônio exige educação ambiental permanente, especialmente em períodos de alta temporada”, afirmou.
Segundo ela, o foco central do Verão no Clima é fortalecer a cultura do cuidado coletivo. “Quando falamos em educação ambiental, falamos sobre cuidado ao nosso redor — com a praia, com os resíduos, com os animais e com as pessoas. Muitas vezes a praia parece limpa, mas quando olhamos no detalhe percebemos que precisamos avançar ainda mais. O mutirão amplia essa consciência.”
O secretário de Governo de Ilhabela, Júlio de Túlio, reforçou a vocação ambiental e esportiva do município. “Ilhabela é uma das cidades com maior área preservada do país. Valorizar o esporte junto com a conscientização ambiental faz parte da nossa identidade. A Arena Perequê tem recebido eventos esportivos todos os fins de semana, e unir essa mobilização à preservação é fundamental.”
Moradora de Ilhabela e participante da corrida, a funcionária pública Denise Santos ressaltou a integração entre esporte e conscientização. “Eu participei da etapa de Caraguatatuba e agora aqui em Ilhabela. Acho muito interessante unir a prática esportiva com a educação ambiental. A gente pratica atividade física e, ao mesmo tempo, aprende e ensina as novas gerações sobre o cuidado com a água, com as plantas e com os animais marinhos”, destacou.
Também moradora da cidade, Petra Santos, que participou da ação ao lado da filha de três anos, destacou a importância da iniciativa para as crianças.
“Foi a primeira vez que participei. Acho importante começar desde cedo, para que as crianças entendam como funciona o cuidado com a praia. A gente vive aqui e precisa dar esse exemplo”, considerou.
Responsável pela gestão de resíduos do evento, Luiz Paulo Matos, da LPA Consultoria Ambiental, explicou que a ação envolve triagem técnica e impacto social. “Realizamos a triagem completa dos resíduos. Os recicláveis são encaminhados à cooperativa local, gerando renda, e os resíduos orgânicos passam por compostagem, retornando como adubo para uso público. Só com o material coletado nesta etapa, cada família da cooperativa pode receber entre R$ 200 e R$ 330, fortalecendo a geração de renda local. É a economia circular aplicada na prática.”
O Verão no Clima segue agora para as três últimas etapas da edição 2025/26: Iguape (7 de março), São Sebastião (14 de março) e Cananeia (21 de março), quando o circuito será encerrado.
O projeto tem patrocínio da Sabesp, por meio da Lei Federal de Incentivo ao Esporte e da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), e é realizado pelo Governo de São Paulo, por meio da Diretoria de Educação Ambiental da Semil (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística).
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