O Estado de São Paulo começou 2026 com queda nos registros de estupro, incluindo os de vulnerável, segundo levantamento da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP). Em janeiro, foram contabilizadas 1.182 ocorrências, redução de 8% em comparação com o mesmo mês de 2025, quando houve 1.286 registros. O recuo representa 104 casos a menos e foi puxado principalmente pelos crimes contra vulneráveis.
Na análise por tipificação, os estupros caíram de 307 para 291 casos, queda de 5,2% em janeiro. Já os crimes classificados como estupro de vulnerável — praticado contra menores de 14 anos ou pessoas que, por enfermidade ou incapacidade, não podem oferecer resistência ou consentimento — recuaram de 979 para 891 registros, uma redução de 8,9% no período.
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Na capital paulista, os registros gerais passaram de 270 para 245 ocorrências em janeiro, diminuição de 9,2%. Nos casos que não envolvem vítimas vulneráveis, a queda foi de 20,6%, caindo de 87 para 69 denúncias. Já os estupros de vulnerável tiveram retração de 3,8%, com 176 casos neste ano ante 183 no mesmo período de 2025.
A maior redução proporcional foi observada na Grande São Paulo. A região registrou 204 ocorrências em janeiro de 2026, frente a 268 no ano anterior, uma queda de 23,8%. Ao analisar separadamente, os estupros recuaram (de 53 para 44 casos) e os de vulnerável apresentaram queda de 25,5%, passando de 215 para 160 registros.
No interior do estado, o cenário teve uma diminuição de 2%. Foram 733 ocorrências neste ano, contra 748 em janeiro de 2025. Enquanto os estupros de vulnerável caíram 4,4% (de 581 para 555), os registros de estupro — excluindo vulnerável — passaram de 167 em janeiro do ano passado para 178 denúncias neste ano.
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O enfrentamento à violência contra a mulher no estado é estruturado por meio de ações integradas entre as áreas de segurança pública e políticas sociais.
Entre as iniciativas estão o fortalecimento das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), o aplicativo SP Mulher Segura, que facilita pedidos de ajuda e acesso à rede de atendimento, o Protocolo Não Se Cale — que estabelece medidas de acolhimento em bares, restaurantes e casas noturnas — e o movimento SP Por Todas, que integra políticas públicas voltadas à proteção feminina.
A delegada coordenadora das DDMs, Cristiane Braga, destacou que a qualificação do atendimento é um dos pilares para ampliar a confiança das vítimas e fortalecer as investigações.
“O atendimento especializado nas Delegacias de Defesa da Mulher garante acolhimento humanizado e investigação técnica. Quando a vítima encontra estrutura adequada e profissionais preparados, ela se sente mais segura para denunciar, o que é fundamental tanto para a responsabilização dos autores quanto para a prevenção de novos crimes.”
A secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni, ressaltou a atuação integrada do estado. “O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Políticas para a Mulher e da Secretaria da Segurança Pública, tem atuado de forma coordenada e permanente no enfrentamento a esse tipo de crime. A experiência demonstra que a atuação conjunta, intersetorial e estruturada em política pública transversal é essencial para prevenir a violência, fortalecer a proteção e garantir resposta eficaz do estado”, afirmou.
“O SP Mulher consolida essa estratégia ao integrar ações de segurança pública, desenvolvimento social e econômico, saúde e articulação com os órgãos do sistema de Justiça, promovendo governança integrada e atuação coordenada em todas as frentes. Com isso, ampliamos a rede de proteção, qualificamos o atendimento e asseguramos respostas mais rápidas e efetivas às mulheres”, completou a secretária.
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