A Vigilância Sanitária de Suzano interditou, nesta quinta-feira (19/02), um imóvel localizado na rua Osvaldo Mendes de Carvalho, no Jardim Maitê, utilizado de forma clandestina para a fabricação e o envase de suplementos alimentares. A operação resultou na apreensão de 250 quilos de insumos sólidos, 430 litros de produtos e 776 quilos de materiais recicláveis, que foram inutilizados por não atenderem às normas sanitárias vigentes.
A ação contou com apoio da Polícia Civil, que também apreendeu equipamentos industriais, maquinário e produtos já finalizados e prontos para comercialização.
A fiscalização foi desencadeada após denúncia encaminhada pela Vigilância Sanitária Estadual, vinculada ao Grupo de Vigilância Sanitária (GVS) VIII de Mogi das Cruzes. O alerta indicava possíveis irregularidades relacionadas à falsificação e ao uso indevido de dados empresariais na venda dos suplementos.
A suspeita teve início após reclamação envolvendo um suplemento alimentar de óleo de romã. A rotulagem apresentava informações de uma empresa que comunicou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que não reconhecia a fabricação do produto, levantando indícios de falsificação.
Com o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Civil, foi identificado que os produtos estavam sendo comercializados por meio de plataforma digital. A partir dessas informações, a Vigilância Sanitária de Suzano realizou diligência no endereço apontado.
No imóvel, os fiscais encontraram caixas com suplementos prontos para venda, cápsulas encapsuladas e rotuladas, insumos diversos, embalagens e equipamentos industriais utilizados no processo de encapsulamento. Também foram localizados cadernos com anotações de clientes e registros de vendas, além de rótulos variados.
Durante a vistoria, foi constatado o uso de diferentes CNPJs nos rótulos, inclusive de empresas situadas em outros Estados, algumas inexistentes ou com cadastro baixado. A manipulação das substâncias ocorria em ambiente considerado inadequado do ponto de vista sanitário, sem observância das exigências técnicas para esse tipo de atividade.
Diante das irregularidades verificadas, o imóvel foi interditado e foi lavrado auto de infração. A Vigilância Sanitária adotará as medidas administrativas cabíveis, enquanto a Polícia Civil dará continuidade à investigação para apuração das responsabilidades na esfera criminal.
A diretora da Vigilância Sanitária de Suzano, Carmen Lucia Lorente, ressaltou a importância da atuação conjunta dos órgãos para garantir a segurança da população.
“Nosso compromisso é com a segurança sanitária dos consumidores. Ao identificarmos qualquer indício de produção irregular ou falsificação de produtos, agimos de forma imediata e rigorosa. A fabricação clandestina de suplementos e medicamentos coloca em risco a saúde das pessoas, pois não há controle de qualidade, procedência dos insumos ou garantia das condições adequadas de higiene”
O secretário municipal de Saúde, Diego Ferreira, orientou os consumidores a redobrarem a atenção, principalmente na compra de produtos pela internet.
“É fundamental verificar se a empresa possui registro regular, se o produto está devidamente autorizado e se as informações de rotulagem são claras e compatíveis. Em caso de dúvida, a orientação é procurar os canais oficiais da prefeitura para denúncia”
A população pode comunicar irregularidades à Ouvidoria Municipal pelo telefone 0800-774-2007 ou pelo e-mail ouvidoria@suzano.sp.gov.br. A colaboração dos moradores é considerada fundamental para coibir práticas ilegais e proteger a saúde coletiva.
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