A inclusão dos fatores de risco psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), conforme a atualização da NR-1, incluiu na pauta de Segurança e Saúde do Trabalho pontos como saúde mental, organização laboral e responsabilidades das empresas. Para atender às novas exigências da norma, será necessário entender quais quesitos serão avaliados, que métodos são cientificamente reconhecidos, além dos limites entre gestão de riscos ocupacionais e avaliação clínica individual.
Em uma recente live realizada pela RSData, empresa que atua na área de tecnologia para SST, empresários manifestaram dúvidas em relação a estes pontos, mas a maior preocupação demonstrada foi quanto ao desconhecimento sobre as metodologias que sustentam uma avaliação técnica, válida e juridicamente segura no que tange à NR-1.
Para detalhar o tema, a RSData promove, no dia 12 de fevereiro, às 14h, uma nova live em seu canal no YouTube, com foco exclusivo na metodologia científica dos modelos "Demanda–Controle–Apoio Social (JSS – Karasek)" e "Desequilíbrio Esforço–Recompensa (ERI – Siegrist)", ambos aplicáveis à gestão de riscos psicossociais.
O evento online é gratuito, aberto ao público, e será conduzido pelo doutor Fernando Akio Mariya, médico graduado pela UNIFESP, pós-graduado em Medicina do Trabalho pela USP, especialista pela ANAMT/AMB, coordenador de cursos de pós-graduação na FMUSP e no Hospital Israelita Albert Einstein.
"Vou apresentar de forma prática e aplicada os principais modelos de avaliação de riscos psicossociais no trabalho, com foco nos questionários de Karasek e Siegrist. A ideia é explicar a lógica por trás do instrumento, o que exatamente eles medem, como interpretar seus resultados e, principalmente, quais são os limites e cuidados metodológicos no uso desses dados para subsidiar diagnósticos e decisões nas organizações", afirma o médico, que tem mais de uma década de experiência na gestão estruturada de fatores psicossociais em uma corporação multinacional.
Segundo ele, a live abordará os fundamentos conceituais dos modelos JSS e ERI, explicando como cada um deles avalia dimensões distintas da organização do trabalho, incluindo demandas, autonomia, apoio social, esforço, reconhecimento e excesso de comprometimento. Também será explicado por que a utilização combinada destes métodos oferece uma visão mais completa e equilibrada dos fatores de risco psicossociais.
Além da base teórica, o doutor Fernando compartilhará sua vivência prática de programas de avaliação contínua, destacando como a mensuração sistemática desses fatores pode identificar tendências, priorizar áreas críticas e orientar planos de ação.
"A experiência demonstra que riscos psicossociais, quando não gerenciados, impactam diretamente indicadores como presenteísmo, absenteísmo, produtividade, rotatividade e custos previdenciários, enquanto intervenções bem direcionadas geram ganhos sustentáveis para trabalhadores e organizações", destaca ele.
Ainda na live, o médico mostrará como essas metodologias podem ser operacionalizadas de forma estruturada por meio de ferramentas tecnológicas, garantindo sigilo, anonimato, rastreabilidade e integração ao PGR, sem desviar o foco das exigências da NR-1, que se referem à gestão dos fatores relacionados ao trabalho, e não à avaliação clínica dos indivíduos.
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