O programa TransplantAR – Aviação Solidária, parceria entre o Instituto Brasileiro de Aviação (IBA) e o Governo de São Paulo, viabilizou na manhã desta quarta-feira (4) a captação e o transporte do coração de um bebê de três meses, que faleceu no interior do estado. A família foi acolhida pela equipe assistencial e, após a confirmação da morte encefálica, optou pelo sim à doação dos órgãos.
A Central de Transplantes do Estado de São Paulo realizou a distribuição do coração, que foi compatível com uma criança de três anos, que aguardava em fila de espera para transplantes, na capital paulista, distante cerca de 300 quilômetros do município de origem.
Apesar das condições climáticas adversas, a família aguardou a chegada da equipe médica para o início da cirurgia de captação. O transporte da equipe contou com duas aeronaves, um avião e um helicóptero, o que possibilitou que o órgão chegasse ao Instituto do Coração (Incor) dentro do tempo adequado para o transplante.
Lançado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em setembro de 2024, o TransplantAR tem fortalecido a logística do sistema estadual de transplantes. Desde o início do programa, já foram realizados 85 voos, que contribuíram para o transplante de mais de 85 órgãos, entre eles corações, pulmões, fígados e pâncreas.
Ano passado, o programa foi reconhecido nacionalmente ao vencer a categoria Justiça e Cidadania da 22ª edição do Prêmio Innovare, que destaca iniciativas voltadas ao fortalecimento da cidadania e à inovação em políticas públicas.
A iniciativa pioneira não acarreta custos aos cofres públicos e utiliza aeronaves privadas, que frequentemente permanecem paradas em hangares, para realizar os deslocamentos. O IBA é responsável por selecionar os proprietários dos veículos aéreos que estejam dispostos a doar horas de voo para o programa.
Helicópteros, turboélices e jatos particulares autorizados pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) são utilizados de forma voluntária pelo programa. Essas aeronaves são mais ágeis que os voos comerciais, o que é crucial para o transporte de órgãos como o coração e o pulmão, que precisam ser transplantados em até quatro horas, e o fígado, em até 12 horas após a captação.
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